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Complexo do Alemão ganha projeto que incentiva a leitura na infância

·3 min de leitura

RIO — “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. Em sintonia com os versos cantados pelos Titãs, Carolina Marinho, moradora do Complexo do Alemão, entendeu que, em meio à pandemia de Covid-19, não bastava apenas distribuir cestas básicas para as famílias da comunidade onde vive desde que veio ao mundo. Era preciso doar, juntamente com os alimentos, cultura e educação. Assim nasceu o Clube Literário Infantil Rosangela Marinho, o mais novo braço da Recreação Infantil Estrelinha, creche comunitária criada há mais de três décadas e que atende 150 crianças da região.

O nascimento de Carolina, graduada em Letras e Comunicação Social e mestranda em Relações Étnico-Raciais no Cefet, confunde-se com a gestação da creche comunitária. Há 33 anos, sua mãe, Rosangela (que batiza o espaço), não tinha onde deixá-la para ir trabalhar após o fim da licença-maternidade. Diante disso, mudou os seus planos. Em vez de dar expediente em outro lugar, montou, em sua casa, um espaço para acolher crianças enquanto os responsáveis por elas estavam na luta de cada dia para garantir o sustento. O jeito para receber os pequenos em seu lar ao mesmo tempo em que cuidava da própria família era contar com a ajuda de doações. O tempo passou, a creche ganhou uma sede própria e, anos mais tarde, a contribuição da menina que inspirou o projeto. Carolina idealizou o Clube Literário após ouvir relatos de mães que não sabiam o que fazer para preencher o tempo ocioso dos pequenos nos longos meses em que as escolas permaneceram fechadas.

— Com a pandemia, fechamos as portas e, consequentemente, as crianças ficaram sem segurança alimentar, já que muitas mães e pais perderam seus trabalhos. Imediatamente, começamos a batalhar para doar cestas básicas às 150 famílias das crianças que atendemos. Mas logo constatei que não bastava doar apenas comida. Era preciso criar algo para dar continuidade ao nosso trabalho educacional. Com o apoio do escritor Otávio Junior (morador do Complexo do Alemão e vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura Infantil com “Da minha janela”), que nos doou de uma tacada só cem livros, começamos a distribuir os exemplares para a garotada —recorda a professora de português, reforçando que doações de obras infantis e infantojuvenis são sempre muito bem-vindas.

O clube literário funciona da seguinte forma: a criança recebe um livro por mês, lê, faz as atividades propostas pelos educadores e, na sequência, recebe outro.

— Com o retorno da creche, retomamos os eventos que fazíamos antes da pandemia, como a narração de histórias. Estamos constantemente em busca de utilizar o nosso espaço como uma forma de democratizar a literatura. Na creche, atendemos crianças de 0 a 5 anos, quando já começamos um trabalho com os livros. Aos 6, elas vão para a escola pública, mas continuam com a gente fazendo atividades educativas. É uma ação complementar ao colégio, voltada para o incentivo à leitura — ressalta Carolina, que disponibiliza o perfil @caroool87, no Instagram, para contato.

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