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Compensação de carbono pode ser “inútil”, aponta mídia internacional

Um estudo feito pela associação de mídias internacionais do jornal britânico The Guardian, o alemão Die Zeit e a organização SourceMaterial de jornalismo investigativo questiona a efetividade do mercado de compensação de carbono em balancear as emissões de gases estufa. Segundo o grupo, a compra de créditos de carbono em florestas tropicais é essencialmente “inútil”.

O mercado de créditos de carbono se tornou uma alternativa popular para grandes corporações balancearem suas emissões, financiando projetos que protegem florestas que compensariam suas liberações de gases na atmosfera. A análise dos veículos de mídia sugere, porém, que cerca de 90% da compensação seria por “créditos fantasma” e não teriam efetividade.

O mercado de carbono vende créditos que canaliza recursos para a proteção de florestas, balanceando as emissões da empresa compradora (Imagem: Tom Fisk/Pexels)
O mercado de carbono vende créditos que canaliza recursos para a proteção de florestas, balanceando as emissões da empresa compradora (Imagem: Tom Fisk/Pexels)

Ao longo de nove meses, a investigação analisou os relatórios de atividade da Verra, uma das líderes mundiais no mercado de carbono. A conclusão foi que as compensações, de forma geral, não levaram reduções significativas de emissões e não resultaram em nenhum benefício climático. De acordo com o The Guardian, “apenas um punhado de projetos mostraram evidências de redução de desmatamento, [...] análises mais profundas sugerem que 94% dos créditos não trouxeram benefícios para o clima.”

Desde 2009, a Verra forneceu mais de um bilhão de créditos de carbono. A organização afirma que o estudo realizado pelo grupo chegou a “conclusões errôneas".

O estudo do conglomerado de mídias indica que os créditos vendidos por uma das líderes do mercado de carbono mundial não teve efetividade climática (Imagem: Victor Moriyama / Greenpeace)
O estudo do conglomerado de mídias indica que os créditos vendidos por uma das líderes do mercado de carbono mundial não teve efetividade climática (Imagem: Victor Moriyama / Greenpeace)

Para gerar os créditos de carbono, os recursos devem ser dirigidos a proteger uma quantidade de árvores que seriam capazes de absorver a quantidade de carbono equivalente às emissões de quem está comprando. Dentre os clientes da Verra, já estiveram a petrolífera Shell, a fornecedora de softwares Salesforce e até a banda Pearl Jam.

O Brasil é visto como uma grande fonte destes créditos, dada a extensão de suas florestas. O desmatamento no país, porém, vem crescendo nos últimos anos, após um período de grande redução nas taxas anuais.

Fonte: Canaltech

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