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Companhias aéreas sofrem nos EUA e na América Latina

Juliette MICHEL, John BIERS
·4 minutos de leitura
Presidente da Associação Internacional de Comissários de Bordo, Sara Nelson
Presidente da Associação Internacional de Comissários de Bordo, Sara Nelson

Salvo um acordo de última hora no Congresso dos Estados Unidos, as companhias aéreas enfraquecidas pela pandemia do coronavírus podem demitir milhares de funcionários, a partir desta quinta-feira (1o). 

Enquanto isso, na América Latina, o setor luta para emergir em meio a uma crise que não cede e que prolonga as restrições à mobilidade.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, estava otimista nesta quarta-feira quando disse à emissora CNBC: "Espero que até amanhã (quinta-feira) tenhamos um acordo" sobre um pacote de ajuda e, "se tivermos sucesso, as empresas vão parar seus planos" de demissões em massa.

Até o momento, porém, American Airlines e United Airlines mantêm seus planos de corte.

A American alertou que a medida pode chegar a até 19 mil pessoas, e a United está considerando a cifra de 13 mil trabalhadores.

Os empréstimos acordados na noite de terça-feira pelo Tesouro a sete empresas por 25 bilhões de dólares não mudam a situação, garantiram à AFP fontes próximas às empresas. 

American, Delta, United e Southwest se comprometeram a não demitir até 30 de setembro em troca de subsídios no mesmo valor de US$ 25 bilhões.

Mas os passageiros relutam em voar em espaços confinados, os voos internacionais estão restritos, e as viagens de negócios, ou turismo, são raras.

O número de passageiros nos aeroportos dos Estados Unidos é entre 60% e 70% menor que no mesmo período de 2019, segundo dados oficiais.

Os cortes por meio de saídas voluntárias, aposentadorias e férias sem remuneração foram numerosos.

Na Delta, por exemplo, 40.000 pessoas optaram por algum programa desse tipo. A Southwest trabalha hoje com menos 27% em seu quadro de funcionários.

O apoio oficial ao pagamento de salários termina nesta quarta, e um novo pacote de ajuda não avança no Congresso.

Os sindicatos estimam que as demissões podem chegar a cerca de 100.000 pessoas.

As companhias aéreas receberam muito dinheiro nos últimos meses, e sua situação financeira não é tão terrível como na primavera (outono no Brasil).

Algumas aproveitaram o pacote de ajuda federal, outras tomaram créditos no mercado financeiro.

As empresas precisarão de fundos para voar, assim que o tráfego aéreo for retomado.

Empresas menores como a JetBlue, ou a Alaska Airlines, "talvez estejam menos expostas, porque são menos dependentes de voos internacionais e viagens de negócios", disse Peter McNally, da consultoria Third Bridge.

- Panorama latino-americano -

Na América Latina, região do mundo mais afetada pela pandemia do coronavírus - com 9,2 milhões de casos e mais de 343 mil mortes, segundo contagem da AFP -, as companhias aéreas também fizeram cortes de pessoal, e até no caso da chileno-brasileira LATAM e da colombiana Avianca, iniciaram processos de reestruturação na Justiça dos Estados Unidos para tentar resistir à tempestade.

Em 18 de agosto, a LATAM divulgou em seu relatório de resultados do segundo trimestre que, desde o início desse período, "a força de trabalho total do grupo diminuiu em aproximadamente 12.600 trabalhadores, sendo atualmente quase 30.000 funcionários no total".

No caso da colombiana Avianca, não houve demissões, e a opção foi um programa de licença não remunerada de longa duração (seis meses e um ano), informou a empresa à AFP. Em março, a companhia aérea indicou que pelo menos 12.000 de seus 20.000 trabalhadores no continente iriam aderir a esse mecanismo.

Segundo fontes sindicais, a Aeroméxico, maior companhia aérea do país com 41,3% do mercado, propôs licença sem remuneração a 266 de seus 1.800 pilotos do sindicato ASPA, mas manteve o seguro médico e o pagamento de despesas com treinamento, entre outros benefícios.

O restante dos pilotos teve redução salarial de até 65%. Enquanto isso, 22,5% dos mais de 2.700 comissários de bordo que a empresa emprega perderão seus empregos em 1º de outubro.

Consultada pela AFP, a empresa preferiu não comentar a questão trabalhista. De acordo com seus últimos resultados financeiros, o Grupo Aeroméxico empregava quase 15.000 pessoas em 30 de junho.

Na Aerolíneas Argentinas, não houve demissões, pois, devido à pandemia, o governo decretou a estabilidade no emprego. Mas um terço de seus 12.000 funcionários está de licença com pagamento parcial nestes meses de fronteiras fechadas. A empresa está operando apenas voos humanitários, ou de repatriação.

A Gol do Brasil demitiu 200 de seus 15.000 trabalhadores desde o início da pandemia, de acordo com dados da empresa. 

Já a concorrente Azul Linhas Aéreas, consultada pela AFP, não forneceu números e se limitou a apontar que "conseguiu manter os empregos e garantir a sustentabilidade de seu negócio", graças a acordos com trabalhadores, fornecedores, sindicatos e clientes.

Na página on-line institucional, a empresa afirma contar com mais de 10.000 funcionários.

Um porta-voz do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) informou que a companhia dispensou 1.810 pessoas. Este total incluiria aqueles que concordaram com uma licença não remunerada, em troca de preservar seu emprego após a crise. A fonte ouvida pela AFP não especificou quantos funcionários estariam nesse grupo.

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