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Azul é condenada a pagar R$ 5 mil por humilhar sacerdote obeso

·2 minuto de leitura
Imagem da área interna de um avião
Testemunha revelou que passageiros riram da situação e vítima ficou "com cara de choro"

(Getty Creative)
  • A Azul Linhas Aéreas deverá pagar R$ 5 mil mais taxa de R$ 30 a sacerdote humilhado em voo

  • Situação aconteceu após o passageiro obeso não conseguir prender o cinto de segurança

  • De acordo com a juíza, houve exposição desnecessária da vítima

A Azul Linhas Aéreas foi condenada a pagar R$ 5 mil a um sacerdote obeso como forma de indenizá-lo por danos morais durante um voo. O caso teria acontecido após o passageiro ser humilhado por não conseguir prender o cinto de segurança.

Conforme informou o jornalista Rogério Gentile, da Folha de S. Paulo, o sacerdote C.N.R.J., de 41 anos, embarcou no aeroporto de Guarulhos (SP) com destino à Bahia e pagou uma taxa de R$ 30 para sentar-se em um banco mais largo.

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O problema é que, ao solicitar ajuda dos comissários de bordo, foi tratado de forma grosseira, chegando a ouvir – conforme apontou uma testemunha – que a barriga dele “era muito grande”. A pessoa em questão ainda revelou que alguns passageiros riram e que o sacerdote “ficou muito desconfortável com a situação, estando até com cara de choro.”

De acordo com Felipe Coutinho Raimundo, advogado de C.N.R.J, “o funcionário da empresa passou a falar em voz alta, perguntando quem poderia trocar de lugar com o sacerdote, ou seja, deixando-o em exposição vexatória”, afirmou à Justiça.

A Azul se defendeu, alegando que não havia como comprovar os fatos para além de um “relato dramatizado” por parte da vítima, mas a juíza Daniela Guiguet Leal não aceitou o argumento. Ela apontou que “houve uma exposição desnecessária” e condenou a companhia aérea a pagar, além dos R$ 5 mil, a taxa extra de R$ 30 referente ao assento especial. O valor corresponde à metade exigida pela vítima.

Caso queira, a Azul ainda pode recorrer da decisão.

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