Mercado fechado
  • BOVESPA

    105.069,69
    +603,45 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.597,29
    -330,09 (-0,65%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,22
    -0,28 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.782,10
    +21,40 (+1,22%)
     
  • BTC-USD

    47.484,78
    -9.392,02 (-16,51%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.367,14
    -74,62 (-5,18%)
     
  • S&P500

    4.538,43
    -38,67 (-0,84%)
     
  • DOW JONES

    34.580,08
    -59,71 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.122,32
    -6,89 (-0,10%)
     
  • HANG SENG

    23.766,69
    -22,24 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.029,57
    +276,20 (+1,00%)
     
  • NASDAQ

    15.687,50
    -301,00 (-1,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3953
    +0,0151 (+0,24%)
     

Como votaram os partidos na PEC do MP, maior derrota de Lira no Congresso

·4 min de leitura

RIO — A rejeição em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 05/2021, que aumenta o peso do Congresso na escolha de integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), marcou uma das maiores derrotas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Apesar de contar com o apoio majoritário das lideranças de partidos do Centrão, a posição não foi unanimidade e o texto também encontrou resistência em uma oposição dividida e em siglas de direita, como PSDB e Novo. No PSL, mesmo com o posicionamento do partido pela aprovação da PEC, mais da metade dos deputados que votaram foram contrários ao prosseguimento do texto.

Por ser uma proposta de alteração na Constituição, eram necessários 308 votos favoráveis para que a emenda prosseguisse. O placar foi de 297 votos pela aprovação da versão de autoria do relator Paulo Magalhães (PSD-BA), contra 182 por sua rejeição. Um dos principais entusiastas da PEC do CNMP, Lira já havia adiado a votação em três ocasiões, na tentativa de conclamar mais deputados favoráveis. Seu esforço, no entanto, não foi suficiente.

Nos tradicionais partidos do Centrão, a orientação majoritária era pela aprovação do texto. No entanto, algumas dessas siglas apresentaram divergências determinantes entre seus representantes, o que contribuiu para a rejeição da PEC. É o caso do PSD, que apesar da orientação da liderança do partido pela aprovação do texto, teve 13 votos contrários e 19 favoráveis, dentre os 35 deputados de sua bancada. No DEM, de 28 deputados, 9 votaram contra, e 16, a favor. A indicação da liderança dos democratas também era pelo avanço.

A divisão se manteve no PATRIOTA, que teve 3 votos contrários e 2 favoráveis, dentre 6 possíveis; no PODEMOS, que com uma bancada de 10 deputados teve 5 a favor e 5 contra, apesar da orientação pela rejeição; no PROS, que somou 5 votos contrários e 4 favoráveis dentre os 11 possíveis; e no SOLIDARIEDADE, cuja bancada é de 14 deputados, e foram contabilizados 5 votos contra o avanço, e 7, a favor.

O partido com maior número de deputados, o PSL, também ficou dividido. Dentre os 53 representantes, 26 foram contrários e 23 foram favoráveis. Ou seja, apesar da indicação partidária pela aprovação, a maioria dos que votaram foram contra o avanço da PEC.

Com ampla bancada na Casa, o PSDB também teve peso importante na rejeição da PEC do CNMP. Dentre os 32 deputados, 21 votaram contra e 10, a favor. Não havia orientação do partido para o voto dos seus representantes. Já no NOVO, a indicação da liderança era pela rejeição do texto, o que foi seguido fielmente pelos representantes: dos 8 deputados, todos foram contra o prosseguimento da emenda.

Dentre os partidos de oposição, PT e PCdoB eram os principais apoiadores do avanço da PEC e mantiveram esse posicionamento na votação. A versão original da proposta, inclusive, é de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Dentre os 53 deputados da bancada petista, foram 51 votos favoráveis e uma abstenção. No PCdoB, que conta com 8 deputados na casa, 6 votaram a favor da PEC e dois se abstiveram.

Mas o alinhamento não se estendeu aos outros partidos do grupo. No PDT, de 25 deputados, 16 foram contrários e somente 7 foram favoráveis. Dentre os 31 representantes do PSB na Casa, 21 votaram contra e 10, a favor. Os 8 deputados do PSOL que votaram, dentre 9 possíveis, decidiram seguir à risca a orientação da liderança do partido e foram contrários ao avanço do texto. O único representante da Rede também votou contra a PEC 05/2021.

No PP, de Arthur Lira, dentre 41 deputados, 36 votaram a favor e somente 5 foram contrários. No PL, que tem uma bancada de 42 deputados, foram 31 votos a favor, 7 contra o avanço e 1 abstenção. Dentre os 34 deputados do MDB, 22 foram favoráveis e 9 votaram contra.

Com 31 deputados, o REPUBLICANOS também teve maioria favorável: 25 votaram pelo avanço, enquanto somente 5 votaram contra. No PTB, que tem uma bancada menor, de 10 deputados, foram 8 votos a favor e 1, contra. Dentre os 11 representantes do PSC, 7 foram favoráveis e 3 votaram contra. No AVANTE, dentre 8 deputados, 6 votaram pelo avanço, enquanto 2 foram contrários.

No PV, com bancada de 4 deputados, os três que votaram foram contra. Dentre os 8 representantes do CIDADANIA, 6 foram contrários e 2, favoráveis.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos