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Como um foguete e uma estrela vizinha vão ajudar na busca por vida fora da Terra

·3 min de leitura

Neste mês de novembro, a NASA planeja lançar um foguete de sondagem que irá observar a estrela Procyon A, a mais brilhante da constelação Cão Maior, para entender como a luz estelar afeta as atmosferas dos exoplanetas — informação considerada de extrema importância para a busca de vida. Isso irá acontecer com a missão Suborbital Imaging Spectrograph for Transition region Irradiance from Nearby Exoplanet — ou, se preferir, somente SISTINE-2 —, que tem lançamento programado a próxima segunda-feira (8).

A missão irá usar um instrumento que voou em 2019, mas que foi atualizado para este novo objetivo, e irá observar a estrela Procyon A, que fica a cerca de 11,5 anos-luz de nós e é um pouco maior, mais quente e mais brilhante que o Sol. Ainda não se sabe de nenhum exoplaneta ao seu redor, mas estudá-la é uma forma de sabermos mais sobre as estrelas do tipo F, como esta, e seus possíveis planetas, universo afora. “Conhecer o espectro ultravioleta dessas estrelas vai nos ajudar a encontrar os sistemas estrela-planeta mais promissores com observatórios futuros”, disse Kevin France, principal investigador da missão.

Comparação das estrelas de sequência principal, classificadas como aquelas fundem hidrogênio em hélio em seus núcleos; enquanto o Sol é do tipo G, a Procyon A é do tipo F (Imagem: Reprodução/NASA's Goddard Space Flight Center)
Comparação das estrelas de sequência principal, classificadas como aquelas fundem hidrogênio em hélio em seus núcleos; enquanto o Sol é do tipo G, a Procyon A é do tipo F (Imagem: Reprodução/NASA's Goddard Space Flight Center)

Como ainda não é possível lançar missões tripuladas para outras estrelas e menos ainda para seus exoplanetas, os astrônomos precisam analisar as atmosferas desses mundos para, assim, tentar identificar traços de compostos relacionados à vida. Esses compostos produzem padrões de luz únicos que podem ser detectados de longe, mas para serem interpretados corretamente, é preciso analisar a estrela do planeta. É que alguns comprimentos de onda podem afetar esses compostos — alguns comprimentos de luz ultravioleta, por exemplo, podem quebrar o dióxido de carbono e liberar um átomo de oxigênio.

Esse átomo é combinado com outros, e pode formar oxigênio molecular ou ozônio. Por isso, estrelas que liberam luz suficiente podem criar “pistas falsas” em seus planetas, que levam os astrônomos a realizar análises em lugares errados. Para evitar algo do tipo, a equipe da missão SISTINE criou um guia para os comprimentos de onda emitidos por cada tipo de estrela para, assim, os cientistas estimarem se algum biomarcador é um possível sinal de vida ou um falso-positivo que recebeu luz. Para isso, a missão terá um telescópio e um espectrógrafo. A missão SISTINE-2 irá observar a luz ultravioleta de 100 a 160 nanômetros, uma amplitude suficiente para incluir comprimentos de onda que produzem biomarcadores falsos.

Então, ao combinar estes dados com aqueles já existentes de observações dos raios X, do ultravioleta extremo e da luz visível de outras estrelas do tipo, a equipe poderá montar um espectro de referência. Futuramente, os astrônomos podem usar esse espectro para interpretar biomarcadores em exoplanetas orbitando estrelas do tipo F. Além disso, a missão irá testar também um novo revestimento aplicado nos espelhos do instrumento, que podem aumentar a refletividade de luz ultravioleta. Os resultados devem chegar em três anos e poderão ajudar a definir se o material funciona também para missões de maior duração.

Fonte: Canaltech

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