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Um filme de terror com violência sexual está traumatizando jovens no Tiktok

Rafael Monteiro
·3 minuto de leitura
"Megan is Missing": filme chegou a ser banido da Nova Zelândia por causa de fortes cenas de violência sexual com adolescentes (reprodução)
"Megan is Missing": filme chegou a ser banido da Nova Zelândia por causa de fortes cenas de violência sexual com adolescentes (reprodução)

O filme de terror "Megan is Missing" foi lançado em 2011. Banido na Nova Zelândia por causa das suas cenas de violência sexual envolvendo menores de idade, o longa acabou virando febre em 2020 por causa do TikTok, onde usuários aparecem compartilhando as suas reações após ver cenas perturbadoras de estupro, incesto e pedofilia.

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Por causa da repercussão tardia do filme, muitos jovens em outras redes sociais passaram a pedir aos amigos para que evitem o longa, alegando terem sido traumatizados pela história de uma adolescente desaparecida. Avisado pela atriz Amber Perkins, que vive a personagem que dá nome ao filme, o diretor Michael Goi decidiu vir a público.

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Em sua conta no TikTok, o diretor deixou claro que a obra não é indicada para todos os públicos e que não se trata de uma história adaptada em fatos reais. "Não pude dar a vocês os avisos habituais que costumava dar às pessoas antes de assistirem 'Megan is Missing', que são: não assista ao filme no meio da noite; não assista ao filme sozinho; e se você notar as palavras 'foto número um' surgindo em sua tela, você tem cerca de quatro segundos para desligar o filme se você já estiver surtando, antes que você comece a ver coisas que talvez não queira ver", disse ele.

O alerta do cineasta já foi visto por mais de 5,5 milhões de usuários no TikTok. "Peço desculpas a quem já postou sobre como surtou vendo o filme, mas fica um aviso justo para aqueles que estão considerando assisti-lo". Na justificativa para barrar o filme do subgênero "found footage", o governo da Nova Zelândia escreveu em comunicado da época:

“O longa-metragem retrata a violência sexual e a conduta sexual envolvendo jovens em tal extensão e grau, e de tal maneira, que a disponibilidade da publicação provavelmente será prejudicial ao bem público”. Além disso, críticos, como a pesquisadora Alexandra Heller-Nicholas, chegaram a acusar Michael Goi de fazer "pornografia da tortura". “O motivo de Goi foi inquestionavelmente positivo – ele é um cara legal que realmente queria salvar a vida de crianças. Mas ainda assim parece um filme de exploração”, disse ela.

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