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Como um decote de Jennifer Lopez influenciou a criação do Google Imagens

·4 minuto de leitura

O mundo da tecnologia é cheio de histórias malucas, mas poucas são tão interessantes como os motivos que levaram à criação do Google Imagens. E isso tem a ver com a 42ª edição do Grammy, em 23 de fevereiro 2000, quando a cantora e atriz estadunidense Jennifer Lopez escolheu um vestido Versace para presenciar o evento e mudou a internet para sempre.

Verde, costurado em seda e com um decote que vai até a cintura na parte da frente, o modelito é conhecido como “jungle dress”. Atraído pelo visual chamativo da cantora, naturalmente usuários de todo o mundo foram ao Google buscar por registros da ocasião.

Porém, o buscador estava bem longe da forma em que está hoje. Na época, ele era capaz somente de apresentar links, sem nenhuma capacidade específica de indexar imagens ou vídeos. Os mais curiosos, então, precisavam abrir as páginas uma a uma para encontrar as fotos da famosa — o que não era tarefa fácil para quem tinha velocidade de conexão mais limitada e provavelmente usava o Internet Explorer.

E foi identificando esse potencial inexplorado que, em 12 de julho de 2001, surgiu o Google Imagens. O intervalo entre a expansão da plataforma e a aparição da Jennifer Lopez com o jungle dress poderia mascarar as suspeitas de que tinham relação direta. Contudo, em 2015, a motivação principal foi admitida pelo então CEO do Google, Eric Schmidt, em um artigo publicado no site Project Syndicate.

“Naquela época, o vestido era o termo de pesquisa mais popular que tínhamos visto, mas não existia nenhuma forma de dar aos usuários exatamente o que eles queriam: JLo vestindo aquele vestido. Então, o Google Imagens nasceu”, descreveu o executivo.

Um clássico instantâneo

A revelação fez a passagem de Jennifer Lopez no tapete do Grammy ser ainda mais memorável e a história se tornou um clássico da internet. Anos depois, a cantora contou mais sobre a ocasião e revelou que a escolha de vestido aconteceu pela pressa. Mais cedo, naquele dia em 2000, a moça estava em um set distante de gravação do filme O Casamento dos Meus Sonhos, em uma cena que envolvia cavalgar em um cavalo e, lógico, muita poeira.

Chegando em casa, a cantora notou que precisava escolher seu look às pressas para o evento e, ao lado de colegas de trabalho, ela então optou pela peça Versace. Não foi uma escolha totalmente por acaso, mas nem dá para imaginar como seria a web hoje sem aquele vestido.

Para completar, JLo e seu clássico vestido foram destaque mais uma vez em 2019, quando ela desfilou com uma versão renovada do look (que também ilustra a capa desta matéria) na Semana de Moda de Milão e, mais uma vez, levou o público ao delírios.

Imagens para todos os lados

Apesar da motivação inusitada, o Google era um mecanismo de busca com aspirações maiores e, lógico, esperava conquistar uma posição de liderança entre os concorrentes. Antes de a busca por imagens chegar ao buscador mais popular do planeta, a plataforma que tomou conta das pesquisas por imagens foi o AltaVista, um buscador web criado pela Overture Services que em 2003 se tornou parte do Yahoo!.

Contudo, o AltaVista funcionava de uma forma diferente do Google Imagens: em vez de encontrar arquivos com características que batem com os termos pesquisados, o motor de busca procurava semelhanças no texto integrado — título e descrições, por exemplo — para apresentar os resultados, e aí o resultado nem era sempre preciso.

O que o Google fez de diferente foi elevar o nível das pesquisas para levar ao usuário exatamente o que ele está procurando, mirando seus canhões de busca para uma análise visual. Se um usuário pesquisa "vestido verde", por exemplo, ele pode não ser levado diretamente para o icônico vestido da JLo, mas encontrará vários exemplares com a cor, mesmo que o texto que acompanha os arquivos sequer citem a palavra "verde".

A evolução foi uma virada importante para o universo de buscadores daquele período e naturalmente demandou que os concorrentes criassem soluções tão eficientes quanto para se manterem vivos. O Cadê, a primeira empresa brasileira no segmento, e o AltaVista acabaram atrás na corrida, dando espaço para o Yahoo! Search, ao mesmo tempo que o MSN Search (que no futuro viria a se tornar o Bing) optou por aproveitar o poder do Picsearch para permitir buscas por imagens.

Hoje, a empresa que prevaleceu neste segmento foi o Google, cujo nome por vezes é utilizado como sinônimo para pesquisas na internet — "dá um Google" é expresão que quase todo mundo que está conectado entende o significado.

Fonte: Canaltech

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