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Como um curso de cinema gratuito adaptou as aulas para virtual

·3 minuto de leitura
A criadora do curso, Eliana Fonseca, é atriz, diretora e professora (Divulgação)
A criadora do curso, Eliana Fonseca, é atriz, diretora e professora (Divulgação)
  • É Nois na Fita formou mais de 900 alunos em cursos de cinema e documentário

  • Projeto oferece cursos sem custos para jovens apaixonados pelo audiovisual

  • Os curtas produzidos pelos estudantes já foram exibidos em festivais e concorreram a premiações

Cinema é um meio historicamente elitizado. Os cursos são caros, a produção de material exige recursos e o ingresso no mercado de trabalho ainda é guiado pelo sistema de indicações, o que favorecia as pessoas que já nasceram em famílias com melhores contatos.

Pensando em amplificar as vozes de quem mora nas periferias de São Paulo, a atriz, diretora e professora Eliana Fonseca teve a ideia de criar um curso de cinema totalmente gratuito, incentivando jovens talentos a mergulhar no mundo do audiovisual.

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O projeto É Nóis Na Fita nasceu em 2014, com a premissa de oferecer aulas presenciais para pessoas de 15 a 20 anos. Ao longo de 7 anos de existência, mais de 900 alunos já participaram das formações e oficinas. Somando os filmes realizados por todas as turmas, foram produzidos 80 curtas de ficção e não-ficção. Alguns deles foram exibidos em festivais e participaram de premiações.

"Eu percebia que as pessoas tinham muitas ideias boas e que era muito difícil estruturar um discurso. Fiquei pensando em como isso é comum na adolescência, né? A gente tem tanta coisa para falar e muitas vezes não sabe como. O desejo é maior do que a formalização das ideias que a gente tem", conta Eliana.

Suporte gratuito para o desenvolvimento de histórias

Na edição presencial, o projeto oferece equipamento, alimentação e recursos para a realização de curtas (Divulgação)
Na edição presencial, o projeto oferece equipamento, alimentação e recursos para a realização de curtas (Divulgação)

Tanto o É Nóis Na Fita quanto o É Nóis no Doc são completamente gratuitos para os alunos. Além da formação teórica, os cursos oferecem equipamentos profissionais, mentoria e recursos para a gravação de cada filme. As tramas são idealizadas e desenvolvidas pelos estudantes com liberdade criativa e autonomia.

Determinadas turmas encontraram tanta sintonia que até criaram projetos e coletivos após o encerramento das aulas. Entre os formados, alguns foram estudar profissionalmente audiovisual e outros já estão no mercado de trabalho.

Para manter o funcionamento, o projeto conta com financiamentos de empresas privadas, como o Banco Bradesco, além do suporte de outros parceiros e patrocinadores.

Do presencial para o virtual

Durante a pandemia as aulas foram ministradas através da plataforma Zoom (Divulgação)
Durante a pandemia as aulas foram ministradas através da plataforma Zoom (Divulgação)

Cursos de cinema são essencialmente práticos. O contato com a câmera, o manuseio do som e toda a dinâmica de gravação exige que os estudantes coloquem a mão na massa.

No entanto, assim como as escolas e universidades, o É Nóis Na Fita também precisou migrar para o virtual durante a pandemia. Após uma experiência bem sucedida de adaptação para o online, a equipe responsável pelo projeto reestruturou a dinâmica dos cursos para conseguir manter as atividades e exercícios de produção cinematográfica.

O plano de aulas foi repensado para possibilitar a produção de materiais mesmo à distância. No primeiro teste, os estudantes realizaram exercícios de cena modelo por videochamada após a criação do roteiro. Já a gravação do filme foi produzida de forma remota, pela plataforma Zoom.

Apesar dos desafios, também existiram pontos positivos da migração para o online. "Eu tinha vontade de abrir o curso para o Brasil inteiro. Com a pandemia, conseguimos lecionar para alunos do Ceará, do Rio de Janeiro, Pará, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Tivemos pessoas de lugares incríveis", conta Eliana. "É engraçado que era isso que nós queríamos desde a concepção do projeto".

Para Eliana, o projeto é uma forma de resistência. "Mais do que nunca, precisamos lutar e resistir pela cultura e pelas diversas vozes que estão surgindo e que precisam ser ouvidas".

Veja como foram realizadas as aulas à distância

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