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Como tokens de futebol reagem à Champions League? Vai e vem de BAR, PSG, JUV e ATM

Anderson Mendes
·6 minuto de leitura

Clubes de futebol na Europa criaram tokens de torcedor com a expectativa de comercializar o desempenho do time em campeonatos como a Uefa Champions League. Mas, será que os preços de fato têm acompanhado os resultados das partidas?

A tokenização chegou com tudo nos esportes. Grandes clubes de futebol como o Atlético de Madrid, Barcelona, Paris Saint-Germain e Juventus desenvolveram tokens digitais para os torcedores, em parceria com a Chiliz (CHZ).

A Chiliz, por meio de seu token utilitário e da plataforma Socios.com, tem sido a base para o desenvolvimento dos chamados fan tokens, ou tokens de tocedor. Esses ativos são muito mais do que simples itens colecionáveis, pois acabam dando diversos direitos e benefícios para os seus detentores, como itens exclusivos, descontos em artigos e produtos, e até mesmo direito a votos em algumas questões da instituição ou liga que o ativo representa.

No entanto, o principal catalisador para os preços tem sido os resultados de cada partida, especialmente em jogos de grande importância, como os que vêm acontecendo nos últimos dias durante as fases finais da Uefa Champions League, o maior do continente europeu.

Confira, a seguir, um resumo do histórico de preços dos tokens de torcedor de Atlético de Madrid, Barcelona, Paris Saint-Germain e Juventus e como eles reagiram às principais partidas do torneio – o token do Manchester City (CITY), apesar de já ter sido lançado, ainda não é abertamente negociado.

Atlético de Madrid (ATM)

O token de fãs do Atlético de Madrid foi desenvolvido em junho de 2020. Entretanto, sua maior oscilação ocorreu no dia 30 de dezembro, quando passou a ser listado na Binance. O ativo chegou a valorizar mais de 70%, chegando a máxima histórica de US$ 35,91 – segundo dados do Tradingview. Entretanto, o ATM fechou o dia numa grande queda, sendo negociado abaixo dos US$ 10 dólares.

Após realizar cada vez fundos mais baixos, o ATM pareceu recuperar a sua tendência de alta nas primeiras semanas fevereiro. Entretanto, o time da capital espanhola perdeu a primeira partida das oitavas de final da Champions League para o Chelsea, em casa, no dia 23. Neste dia, o token chegou a desvalorizar mais de 25%.

O ativo pareceu se recuperar, porém na partida de volta, realizada no dia 17 de março, mais uma derrota. O token até conseguiu fechar o dia em alta, porém uma queda acima de 30% foi vista nos dias seguintes a eliminação da competição. O ATM chegou a cair até próximo dos US$ 9, faixa de preço que se encontra atualmente, segundo o CoinGecko.

Barcelona (BAR)

O anúncio da parceria entre o clube da Catalunha e a Chiliz foi feito em junho do ano passado. Após meses de movimento discreto, o token teve um grande salto no final de dezembro, saltando de US$ 4 para mais de US$ 19.

O BAR parece ser uma exceção à regra, não tendo sido negativamente impactado pela eliminação da equipe no torneio, também nas oitavas de final. No dia 16 de fevereiro, o time de Messi perdeu para o Paris Saint-Germain em casa. Entretanto, o preço do token continuou a subir nos dias seguintes.

Um efeito parecido foi visto no dia 10 de março, após um empate contra o time francês e a confirmação da eliminação na competição.

O ativo continuou a subir, saltando de US$ 40 para mais de US$ 52. Na última quarta-feira (21), o BAR atingiu uma nova máxima histórica, de US$ 72,55. No plano de fundo do movimento, parecem estar as eleições no clube e a retomada da briga pelo título do campeonato espanhol.

Juventus (JUV)

A parceria da Chiliz com a Juventus foi realizada no fim de novembro do ano passado. No dia 21 de dezembro, o token JUV alcançou o seu recorde de preço, de US$ 37,83. Entretanto, ele começou uma forte queda após esse dia.

O JUV chegou a cair mais de 30% nos dias seguintes a primeira partida do mata-mata da competição, quando a equipe foi derrotada pelo Porto em casa. Na segunda partida, no dia 9 de março, mesmo com a vitória, a Juventos foi eliminada do torneio. Entretanto, para a surpresa dos seus fãs, o token chegou a valorizar mais de 100% nos dias seguintes, saltando de um pouco menos de US$ 10 dólares para US$ 20,98.

Hoje, no entanto, o JUV é negociado a US$ 15,95, 57% abaixo da sua máxima histórica. A queda de rendimento da equipe, que, além da eliminação, dificilmente irá brigar pelo título do campeonato italiano, pode ser o motivo do token não conseguir alcançar novos preços recordes.

Paris Saint-Germain (PSG)

O token do time da capital francesa foi lançado em fevereiro de 2020. Após uma grande alta no preço em dezembro, chegando a ultrapassar os US$ 43, o PSG passou por grandes quedas em janeiro e fevereiro. Não por coincidência, o ativo retomou sua tendência de alta no dia 10 de março, quando conseguiu eliminar o Barcelona nas oitavas de final da Champions League. Apenas neste dia, o token valorizou mais de 100%.

Outro grande crescimento foi visto no dia 7 de abril, após a surpreendente vitória da equipe contra o Bayern de Munique, pela primeira partida das quartas de final. O PSG chegou a disparar mais de 70% durante o jogo.

O token de torcedor conseguiu renovar a sua máxima histórica na terça-feira (27), alcançando os US$ 58,79 segundo o CoinGecko. A alta vem esteira de grande expectativa pela equipe de Neymar ser a grande campeã do torneio.

Entretanto, o time francês perdeu em casa a primeira partida das semifinais do campeonato na última quarta-feira (28), contra o Manchester City. O token PSG chegou a cair mais de 17% durante a partida, cotado no fechamento da matéria a US$ 44,10.

O que esperar daqui para a frente

chiliz futebol
chiliz futebol

Como é possível observar, os preços dos tokens de torcedor apresentam, de fato, forte correlação com os resultados das partidas dos times no mundo real. Não por acaso, os tokens de Barcelona e Paris Saint-Germain são os que mais valorizam.

O time catalão, apesar de ter sido eliminado da Champions League, está na disputada para conquistar o campeonato espanhol. Caso o clube seja campeão, uma nova disparada no BAR pode vir a acontecer.

Já o PSG pode sofrer quedas ainda maiores se o time francês não reverter o resultado negativo da primeira partida da semifinal. Por outro lado, se a equipe conseguir a classificação para a final, e, depois, o título, detentores do token podem esperar novas máximas no preço.

De qualquer maneira, os investidores dessa modalidade de token precisam ficar sempre atentos aos resultados das equipes nas principais competições para não serem pegos de surpresa – a volatilidade pode ser grande o suficiente para lucrar ou perder dinheiro se os gols não saírem.

O artigo Como tokens de futebol reagem à Champions League? Vai e vem de BAR, PSG, JUV e ATM foi visto pela primeira vez em BeInCrypto.