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Como smartphones dobráveis chegaram ao mercado

Ao observar os novos modelos da linha de dobráveis da Samsung sendo lançados ano a ano, nos dá a impressão de que são como os outros smartphones convencionais. Porém, isso está longe de ser verdade. Então, fica a pergunta: como os smartphones dobráveis chegaram ao mercado?

A verdade é que tivemos muitos altos e baixos nessa corrida, que ficou principalmente entre a fabricante sul-coreana e a Huawei. Inclusive ambas lançaram seus primeiros dispositivos praticamente ao mesmo tempo.

Mas o que motivou a criação de celulares com tela dobrável? Será que os consumidores queriam isso à época? Qual o objetivo e o apelo de se ter um dobrável? Eles foram viáveis ou mesmo desejáveis? Como se deu o processo de construção dessa nova tecnologia?

São alguns pontos que foram levantados no lançamento do Galaxy Fold (primeira geração) e também do Huawei Mate X. Assim, pretendo discutir e apresentar minha opinião sobre o tema e qual pode ser o futuro desse tipo de tecnologia.

O Galaxy Fold era um produto viável?

Não tem como negar que, apesar de um lançamento postergado por conta de problemas, o Galaxy Fold chegou “primeiro”. Isto é, antes do Huawei Mate X. Porém, será que ele conseguiu atingir o objetivo da empresa?

À primeira vista, pode parecer que não, já que vários especialistas de produto ficaram com receio de o aparelho não ter a robustez necessária para enfrentar o mundo real quando estreou.

Contudo, é preciso levar em consideração que o Fold foi o primeiro do seu tipo, ou seja, problemas eram, até certo ponto, esperados, sendo a primeira geração.

Ainda assim, como vemos hoje em dia, o caminho que ele pavimentou parece ter gerado frutos, tal como vemos a linha Galaxy Z com lançamentos anuais.

Entretanto, de onde surgiu a necessidade de criar um dispositivo dobrável? Até o momento, não vemos uma necessidade real de dobrar os smartphones.

(Imagem: Business Insider)
(Imagem: Business Insider)

Talvez, o que a Samsung tenha como visão de produto seja criar um aparelho que, com o tempo, substitua até mesmo os notebooks e tablets, centralizando tudo apenas no celular.

Mas o que pode ter motivado a fabricante é o desejo dos consumidores de terem telas cada vez maiores. Todavia, isso começa a criar certas inconveniências no dia-a-dia. Começando no transporte, alguns modelos já ficam desconfortáveis para se guardar no bolso ou deixar em cima de mesas.

Então, para aumentar essa tela, sem comprometer a usabilidade, partiu-se para um aparelho dobrável, que oferece uma imersão diferenciada, mas consegue ser prático de transportar, além de proteger a tela principal ao fechar.

Inclusive, ela puxou inspiração de outros objetos que usamos e dobramos no cotidiano, como livros, carteiras, papéis. E se inspirou nisso para projetar um produto que imita essa praticidade.

O Galaxy Fold ficou anos em desenvolvimento

A verdade é que o Galaxy Fold não era uma ideia para ser realizada da noite para o dia. Ele esteve em desenvolvimento por vários anos, quase uma década. Até que se tivesse a tecnologia necessária para tornar-se viável para empresa.

Isso exigiu muitos e muitos testes, além de hipóteses a serem testadas, até que se chegasse na primeira geração. A própria sul-coreana chegou a desenvolver 1.000 protótipos de testagem.

Tudo para conseguir equilibrar a montagem, criação das peças e preço final para o consumidor. Outro desafio foi tornar o software desejável e aplicável, em termos de UX (experiência do usuário).

(Imagem:Daniel Romero/ Unsplash)
(Imagem:Daniel Romero/ Unsplash)

Afinal, não fazia sentido lançar um celular sem praticidade e que o público comum conseguisse utilizar. Então, foram mais anos de trabalho para encontrar o ponto ideal, que também fizesse bom uso do novo hardware.

Podemos ver que a linha Galaxy Z, em que temos o Z Fold e Z Flip, pode não ser para todos consumidores. Contudo, é inegável que ela trouxe novidades e inovação para um mercado estagnado há um tempo. Enquanto, quase todas fabricantes só lançam celulares maiores, mas sempre com o mesmo design, a Samsung está no caminho de criar alternativas para esse conceito já bastante desgastado.

No futuro, podemos esperar novos dispositivos e produtos, inclusive de software, que trarão novas possibilidades e funcionalidades para o dia-a-dia do consumidor. E aí sim, talvez tenhamos um grande salto na necessidade de aparelhos dobráveis, que, por enquanto, ficam reservados para entusiastas da tecnologia.

A Motorola também arriscou na corrida por dobráveis

Entre outras tantas fabricantes, também podemos citar a Motorola, que lançou o Razr 2019 em 2019. Ele veio um pouco antes do Galaxy Z Flip e já tinha a proposta de ser um dobrável compacto, ao invés de um tablet.

Este modelo apostou muito na nostalgia, já que seu design lembrava bastante do saudoso Motorola V3. Isso fez com que muitos olhassem o dobrável com altas expectativas.

O Razr 2019 tinha um design bastante nostálgico e funcional (Imagem: Canaltech)
O Razr 2019 tinha um design bastante nostálgico e funcional (Imagem: Canaltech)

Ainda mais porque ela trazia um mecanismo de dobra diferente, que não deixa vincos perceptíveis na tela quando aberto. Problema que a Samsung tem pela frente até hoje nos seus aparelhos da linha Z.

Contudo, por conta de uma escolha de hardware fraco, processador intermediário e câmera sem grandes tecnologias, o Razr acabou não rendendo tantos comentários. Isso não quer dizer que não tenha sido campeão de vendas.

Aqui no Brasil, ele teve o estoque zerado assim que chegou. Mas, assim como os concorrentes, ainda era um modelo um tanto experimental. De forma que apresentou alguns problemas e não tinha uma proposta bem definida.

A terceira geração do dobrável da Motorola, que chegou em 2022, tem previsão para ser vendido apenas na China, não devendo chegar ao Brasil.

A Huawei trouxe uma proposta diferente para dobráveis

Todavia, não podemos esquecer que a fabricante chinesa Huawei também estava nessa corrida desde cedo. Ainda que tenha chegado “depois”, ela não fez muito alarde no lançamento do Mate X.

Ainda assim, não é um aparelho que ouvimos falar, tal qual o Galaxy Fold. Talvez isso tenha se dado por conta de ter sido um aparelho exclusivo do mercado chinês. Enquanto a Samsung manteve a estratégia de lançamento mundial.

Diferentemente do Galaxy Fold, o Mate X fez um mecanismo que podemos usar metade da tela principal, quando o celular está dobrado, e, ao abrir, podemos usar o display total.

(Imagem: Raymond Wong/Mashable)
(Imagem: Raymond Wong/Mashable)

Dessa forma, é possível utilizar o dispositivo dobrado com mais ergonomia do que a primeira geração de Fold, que tinha uma telinha externa diminuta de 4 polegadas, muito estreita. Isso obrigava você a abrir a tela interna com frequência para conseguir interagir com notificações e mandar mensagens de maneira confortável.

Outro diferencial foi a escolha de tela, que no Huawei Mate X temos um vidro, já no dispositivo da sul-coreana, era utilizado plástico. É possível perceber como o primeiro Galaxy Fold foi quase um protótipo, já que ele ainda tinha vários pontos questionáveis e fracos, frente aos concorrentes.

Outro exemplo, é o entalhe com câmeras na parte interna, o Fold perdia uma boa porção do display para abrigar as três câmeras. Nesse sentido, a Huawei pensou melhor na usabilidade e deixou as câmeras principais na parte externa, mas que ainda podia-se acessar para tirar selfies.

Assim, você conseguia tirar fotos com os melhores sensores do aparelho, e ainda com um preview da foto, graças a tela dobrada. Além de não comprometer o visor com entalhe grosseiros.

Afinal, dobráveis valem a pena?

Em suma, são modelos ainda um tanto experimentais, apesar da linha Z da Samsung parecer mais estabelecida e com produtos mais completos, pode ser um pouco cedo para afirmar que de fato não teremos problemas. Mas que estão gerando frutos e insights do que o consumidor gostaria de ter e, com o tempo, devemos ver novos modelos com mais apelo.

Inclusive, é esperado que esses novos produtos sejam muito mais bem acabados e construídos, já que agora temos uma segurança maior para investir, visto que temos vários cases de sucessos, como é o caso do Z Flip 3. Dessa forma, podemos dizer que os smartphones dobráveis estão encontrando seu espaço no mercado e prometem crescer bastante.

Além disso, fica a questão, para que precisamos de celulares dobráveis? Pode ser que você goste de telas grandes, ou queira aproveitar alguns recursos de câmera, para selfies e filmagens com ângulos diferentes.

O ponto é que esses produtos talvez ainda estejam buscando seu encaixe no mercado de smartphones. E ainda veremos várias tentativas até que eles consigam tornar-se cada vez mais viáveis, tanto para o consumidor quanto para as fabricantes, tal qual foi o processo com os primeiros smartphones com touchscreen e que hoje temos diversas opções em todas faixas de preço.

Fonte: Canaltech

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