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Viagens nacionais e cias aéreas mais flexíveis: o viajante após a pandemia

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Foto: Getty Images
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O setor aéreo e de turismo foram os mais afetados pela crise causada pela pandemia do coronavírus. Com o fechamento de fronteiras e as medidas de distanciamento social, o número de viagens caiu muito. De acordo com a consultoria Bain & Company, as empresas sofrerão os impactos negativos da crise pelo menos até o fim de 2023.

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“Ano passado, batemos a marca de 100 milhões de passageiros voando no Brasil. Provavelmente só vamos alcançar essa marca novamente daqui dois, três anos. Nós entramos nessa crise saudáveis, com a operação crescendo e esperávamos que esse ano seria ótimo. Entramos com pedido de recuperação judicial nos EUA para nos dar garantia de continuar operando enquanto negociamos”, explicou o presidente da Latam Airlines, Jerome Cadier durante painel na Expert XP 2020, nesta terça-feira (14).

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Desesperados para viajar

Para Lala, atualmente o principal temor dos brasileiros é entrar em um avião e, por isso, a tendência é buscar por viagens de carro. “Há um medo em ficar no espaço fechado com muitas pessoas. Por isso, a tendência é que a retomada aconteça com viagens menores e de carro”, explica.

Na opinião de Freire, se o ritmo de abertura se manter é provável que a partir de setembro as pessoas já retomem as viagens. “É uma fisioterapia social. Algumas cidades estão começando a sair agora e aí teremos que reaprender a ir em um restaurante, para a praia e quando todos estiverem confortáveis, vão pensar em viajar novamente”, afirma.

No entanto, Lala reitera que as pessoas seguem loucas para poder viajar. “Fiz uma pesquisa com os meus seguidores e muitos falaram da preferência por aluguel de casas e apartamentos, para garantir o isolamento na viagem, ou até em buscar hotéis de rede na esperança de um protocolo de higiene e maior segurança. As pessoas também destacaram que buscarão destinos com espaços mais abertos, mais natureza e menos aglomeração”, diz.

Quando e como as viagens serão retomadas?

A pergunta que não quer calar também foi abordada na ocasião e o que todos concordam é que a retomada terá início nos destinos nacionais. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), a demanda por passagens aéreas caiu 91,3% em maio, em relação ao mesmo mês em 2019. O tráfego doméstico caiu menos, mas significativo: queda de 79,2% no mesmo intervalo de comparação.

“Como os países estão abrindo e fechando isso traz mais insegurança para as pessoas que querem viajar para fora. Afinal, elas podem ir para um destino e depois não conseguir retornar ao país de origem. A viagem doméstica vai se recuperar mais rápido”, disse o presidente da Latam.

O novo passageiro de viagens aéreas

Segundo Cadier, o perfil dos passageiros também mudou por conta da crise. “Hoje, 70% dos passageiros que voam para destinos domésticos compraram a passagem 15 dias antes do embarque. Antes, o percentual era de 30%. Ninguém está pensando em voar daqui a seis meses.”

Por isso, as empresas têm adotado flexibilizações, como remarcação sem multas e diferença tarifária. “As próprias cias aéreas também querem que os passageiros voltem a voar. Portanto, quem não se adaptar oferecendo esse tipo de serviço, mudando política, estrutura e precificação, não vai sobreviver”, disse.

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