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Como será o telescópio da NASA que vai buscar sinais de vida extraterrestre?

No início de janeiro, pesquisadores se reuniram durante o encontro da Sociedade Americana Astronômica para discutir sobre o telescópio Habitable Worlds Observatory (HWO), considerado uma espécie de sucessor do James Webb. Ele terá tamanho parecido com o do Webb, mas seu objetivo será diferente: a ideia é que o observatório procure sinais de vida em planetas parecidos com a Terra.

Mark Clampin, diretor da divisão de astrofísica da NASA, explicou que ainda há muito a se definir sobre o novo telescópio. Mesmo assim, já se sabe que ele deve ficar no Ponto de Lagrange 2, uma área de estabilidade gravitacional a cerca de 1,5 milhões de quilômetros da Terra. Além disso, ele será projetado para missões de manutenção robótica e atualizações.

O HWO pode ser desenvolvido com base no observatório HabEx (Imagem: Reprodução/Gaudi et al.)
O HWO pode ser desenvolvido com base no observatório HabEx (Imagem: Reprodução/Gaudi et al.)

Isso permitirá que o novo telescópio opere por décadas, e que tenha seus recursos aprimorados com o passar do tempo. Assim como acontece com telescópios instalados na Terra, os espelhos e a estrutura dele podem ser mantidos, mas instrumentos cada vez mais sofisticados podem ser instalados nele.

O projeto do HWO vem das recomendações de um relatório que descreve as maiores prioridades da astronomia nesta década. Publicado em 2021, o documento sugeria que a NASA retomasse o programa Great Observatories — e que poderia dar o primeiro passo com um telescópio sensível aos comprimentos de onda do ultravioleta, luz visível e infravermelho próximo. É aqui que entra o novo telescópio.

O telescópio Habitable Worlds Observatory

A NASA apresentou algumas opções para desenvolver um próximo grande telescópio, mas o relatório solicitou algo que ficasse no “meio-termo” entre os observatórios conceituais HabEx e LUVOIR (Large UV Optical Infrared). O primeiro teria um espelho de 4 m e um coronógrafo, que iria permitir observar exoplanetas distantes. Já o LUVOIR teria 15 m, e seria desenvolvido com base na tecnologia de espelhos segmentados do James Webb.

Representação do telescópio LUVOIR (Imagem: Reprodução/NASA)
Representação do telescópio LUVOIR (Imagem: Reprodução/NASA)

Para Scott Gaudi, um dos membros do projeto do HabEx, o HWO não tem tecnologia que já não tenha sido pensada para o HabEx ou LUVOUIR. Entretanto, ele observa que a NASA deve seguir uma abordagem conservadora com o HWO para evitar excessos de custos e atrasos, como aqueles que ocorreram com o Webb.

Como o HWO vai trabalhar com observações da luz visível, com comprimentos de onda menores que aqueles que o Webb captura, ele vai precisar de um espelho com formato determinado com ainda mais precisão. Além disso, o HWO exigirá também um coronógrafo ainda mais poderoso que aquele do telescópio Nancy Grace Roman, preparado para bloquear a luz de estrelas 100 milhões de vezes mais brilhante que o planeta que a orbita.

Fonte: Canaltech

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