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Como será a internet em 2046? Iniciativa projeta futuro distópico para a web

·3 minuto de leitura

Um dos aspectos mais bacanas da tecnologia é ajudar a moldar o futuro e possibilitar antever as novidades dos próximos anos. Para muita gente, a "futurologia" é um hobby, mas algumas pessoas levam isso mais a sério: é o caso do InternetArchive2046. O projeto foi criado para garantir o registro de informações de qualidade, abertas e livres para o público até o ano de 2046.

A ideia vem dos desenvolvedores do Wayback Machine e é parte da celebração dos 25 anos da plataforma, que permite resgatar prints de sites do passado e analisar a evolução da web. Agora, o grupo criou o Wayforward Machine, projetando internet daqui a 30 anos com base em elementos recentes e com foco na liberdade de acesso à informação.

O futuro projetado pelos criadores do site, porém, é bem distópico do ponto de vista do livre trânsito de conhecimento. Em uma linha do tempo, é possível ver vários supostos fatos que vão desde ações em massa contra usuários que acessam conteúdos restritos, passa pelo fim da Wikipedia, extinção da criptografia de ponta a ponta e culmina em movimentos clandestinos que lutam pela volta da informação.

Conforme a perspectiva do projeto, até 2040, mais de 90% das bibliotecas públicas dos Estados Unidos serão fechadas. A mídia impressa teria o seu declínio em 2027 e passaria a adotar o paywall para todo tipo de conteúdo. Toda publicação independente seria comprada por corporações maiores e fechada sumariamente, pautadas em uma legislação que permitiria essa prática.

Projeção de sites no futuro

Uma ferramenta bacana do site é a área que projeta sites tradicionais do mercado atual. O que ele faz basicamente é pegar páginas atuais e inserir uma série de pop-ups, alertas e filtros que impedem o acesso às notícias. No caso do Canaltech, por exemplo, o usuário precisaria se identificar via escaneamento de retina ou impressão digital se quisesse continuar a navegar.

Em 2046, para acessar o Canaltech seria preciso coletar dados biométricos (Imagem: Captura de tela/Canaltech)
Em 2046, para acessar o Canaltech seria preciso coletar dados biométricos (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Esse recurso tem o objetivo de mostrar como as gerações futuras precisarão lidar com coisas que hoje são bastante comuns: acessar blogs, ler notícias em sites especializados, navegar por redes sociais e comprar online. Em algumas páginas mais específicas, como a Wikipedia, o site simplesmente mostra que a página foi retirada do ar.

É um alerta para o autoritarismo e para ações monopolistas no sentido de extirpar a pluralidade de ideias. Em tempos de notícias falsas e constante desconfiança das pessoas, inclusive de informações provenientes de fontes seguras, fica difícil não imaginar um cenário tão caótico quanto o pintado pela equipe do Internet Archive.

Já o YouTube só poderia ser acessado se você topar pagar uma taxa de US$ 29 (Imagem: Captura de tela/Canaltech)
Já o YouTube só poderia ser acessado se você topar pagar uma taxa de US$ 29 (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Ação contra a Internet Archive

Na verdade, tudo isso está ligado a uma ação judicial que a Internet Archive, mantenedora da Wayback Machine, sofre pelo que eles chamam de "cartel de editoras corporativas", cujo objetivo seria impedir que bibliotecas possam comprar, preservar e emprestar livros ao público. A empresa diz lutar por um mundo em que bibliotecas e alunos sejam capacitados por meio do acesso à informação, e pede a apoiadores que se manifestem com o uso da hashtag #EmpoweringLibraries.

A iniciativa já conta com o apoio de grandes conglomerados do setor tecnológico, como a Mozilla e a Wikimedia Foundation, além de organizações voltadas para a comunicação livre e aberta a todos. A expectativa é angariar ainda mais apoio, não somente para obter a vitória nos tribunais, mas para conscientizar as pessoas sobre a importância de sites usados para disseminar conteúdo.

Na página do InternetArchive2046 há link para um site no qual podem ser feitas doações ao projeto. Dá para acompanhar todas as movimentações recentes por meio do Twitter, onde vários perfis entraram na "brincadeira" para imaginar um futuro onde não haverá combate à fake news, nem livros e muito menos liberdade de expressão. Para conhecer o projeto, acesse wayforward.archive.org/IA2046.

Fonte: Canaltech

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