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Como saber se meus dados foram roubados

·5 min de leitura

Todas as informações inseridas na internet podem ser usadas por golpistas. Esses dados ficam em bancos de dados de empresas e são usados por elas para analisar o comportamento dos consumidores e elaborar campanhas de marketing direcionadas.

Essa é, atualmente, a maior preocupação no ambiente digital, já que pode levar a invasão de privacidade. Segundo a PSafe, na ocorrência mais recente, dados de mais de 100 milhões de celulares de brasileiros foram expostos na deep web. Esses incidentes cada vez mais frequentes — e maiores.

Agora, a CLM, distribuidora latino-americana com foco em cibersegurança, informa que existem 3,27 bilhões de registros roubados de empresas como Google, Hotmail, Netflix e LinkedIn, com e-mails, senhas e logins, em um data lake na dark web. O material foi composto a partir de pequenas brechas.

Exposições de dados são cada vez mais comuns e frequentes (Imagem: Reprodução/S. Hermann & F. Richter)
Exposições de dados são cada vez mais comuns e frequentes (Imagem: Reprodução/S. Hermann & F. Richter)

Por isso, é fundamental proteger suas informações. A seguir, apresentamos dicas de especialistas para quem quer saber se seus dados foram expostos e como aumentar seu nível de proteção. Acompanhe!

Dados expostos?

Para saber se suas informações estão expostas, uma boa ideia é verificar o Registrato. Esse sistema, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil (Bacen), permite consultas à situação financeira do indivíduo como forma de prevenção ou detecção de fraude.

Lá, é possível verificar todas as contas bancárias associadas ao cliente, ativas ou inativas, últimas dívidas — liquidadas ou não —, relatórios de envio de valores para o exterior e operações de crédito e câmbio. “É uma forma de consulta de operações financeiras para quem tem conta no sistema bancário”, explica George Bonfim, advogado especializado em direito digital.

Além disso, vale conferir o site “Have I Been Pwned?”. Ele mostra dados pessoais comprometidos por violações. Lançado em 2013, o serviço coleta e analisa centenas de bancos de dados ao redor do mundo. A partir do endereço de e-mail, o usuário pode pesquisar suas informações e descobrir se foi afetado.

Bonfim lembra que é comum que precisemos fornecer dados pessoais a empresas ou outras entidades, em compras ou transações financeiras. “Algum tipo de risco sempre esteve presente, mas, hoje em dia, com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as organizações têm a obrigação de proteger essas informações”, destaca.

Agora, entretanto, há um canal para denúncias: é a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), entidade criada pela LGPD para implementar e fiscalizar a lei. O órgão está aberto para receber denúncias e pode impor penalidades às empresas infratoras.

Mais ferramentas

Outro recurso útil é o PassProtect. Trata-se de uma extensão que verifica dados disponíveis em repositórios públicos para determinar se as informações já foram roubadas. Os resultados são os mesmos do Have I Been Pwned?, mas, como é uma extensão, basta um clique.

Site mostra dados comprometidos por violações (Imagem: Reprodução/Canaltech/Captura de tela)
Site mostra dados comprometidos por violações (Imagem: Reprodução/Canaltech/Captura de tela)

O Firefox Monitor, da Mozilla, usa informações do Have I Been Pwned? em conjunto com dados do Cloudfare, que analisa os dados e aponta violações. O serviço permite criar um alerta, que avisa sobre novos ataques cibernéticos.

O nacional Minha Senha, da Axur, verifica informações em um amplo banco de dados de fraudes que circula na deep web. Por ser nacional, a ferramenta descobre e avisa sobre casos de difusão de dados em sites acessados exclusivamente por brasileiros.

O cofre de senhas LastPass tem uma extensão para Chrome que faz a verificação automática de dados expostos. O recurso avisa sobre senhas repetidas e fáceis de adivinhar. Em caso de dados sensíveis em perigo, o app facilita a alteração da senha por uma combinação mais forte.

Como se proteger?

O especialista em segurança digital Rafael Aceno lembra que, nesses golpes, a melhor defesa é a informação. “É importante analisar e desconfiar de qualquer mensagem, ligação ou outra forma de contato recebida”, ensina.

Proteja suas senhas

Troque regularmente suas senhas, tanto pessoais quanto profissionais — isso inclui as das instituições financeiras. Prefira códigos fortes, que tenham números, letras maiúsculas, minúsculas e caracteres especiais, e adote um serviço de gerenciamento de senhas.

Evite as que são compostas por dados pessoais como CPF, RG e nome de parentes: elas podem ser facilmente obtidas a partir de informações expostas. Use a autenticação de dois fatores ou mais fatores sempre que estiver disponível em um serviço. Com elas, mesmo que uma senha seja descoberta, é preciso aliá-la a um código enviado ao celular, o que cria mais uma barreira contra ataques.

É importante proteger as senhas (Imagem: Reprodução/Pixabay)
É importante proteger as senhas (Imagem: Reprodução/Pixabay)

Evite deixar dados em sites de compras

Além disso, antes de fazer compras e cadastros em lojas online, procure referências sobre elas. Familiares, amigos e órgãos de defesa do consumidor podem ajudar a escolher sites seguros e confiáveis.

Cuide de seus dados pessoais

Não forneça essas informações por telefone ou mensageiros instantâneos, como WhatsApp e Telegram, sem saber exatamente para que elas serão usadas.

Fique atento a e-mails recebidos

Em contatos por email, verifique se o endereço do remetente é conhecido, se tem caracteres estranhos e se pede para acessar sites ou baixar arquivos. Se o contato não for conhecido ou esperado, não clique em nada, envie-o para a lixeira e marque-o como spam.

Reporte movimentações suspeitas

Sempre que observar anomalias, registre um boletim de ocorrência e reclame nos bancos e nas agências reguladoras do serviço relacionado. “Com maior índice de queixas e registros, é possível iniciar investigações e até ações de prevenção de fraudes”, aponta Bonfim. Outras medidas incluem reforçar os cuidados em transações e usar serviços de órgãos públicos e governamentais.

Fonte: Canaltech

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