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Como parar de se incomodar com sua própria imagem numa reunião por Zoom

Finanças Internacional
·4 minuto de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Muita gente está ficando cansada do Zoom após meses de distanciamento social. No começo, era divertido ver as pessoas virtualmente, mas agora olhar a tela já cansou os olhos, as falhas técnicas são irritantes e é um horror ter que participar de chamadas que poderiam ser tranquilamente substituídas por um e-mail.

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Quando conversamos por vídeo com a família, os amigos e colegas, também passamos bastante tempo olhando e examinando a nossa própria imagem. Assim, além de observar nosso rosto de ângulos claramente desfavoráveis, as "falhas" que geralmente não notamos de repente também ficaram bem mais evidentes. Os cabelos brancos se destacam, as rugas parecem mais profundas e as manchas ficam muito perceptíveis.

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"Como as câmeras são a principal maneira de estar em contato com familiares, amigos e colegas de trabalho no momento, as pessoas estão olhando para os próprios rostos mais do que nunca", diz o Dr. Asher Siddiqi, especialista em medicina estética do Transform Hospital Group, acrescentando que mais pessoas têm perguntado sobre procedimentos estéticos nas últimas semanas.

"Isso pode ser muito incômodo, principalmente quando observamos nosso rosto de perto e sabemos que pode haver uma sala virtual cheia de pessoas que também estão olhando para nós da mesma maneira. Notamos que cada vez mais pessoas estão agendando consultas por vídeo conosco".

No entanto, também há outros motivos para nos sentirmos desconfortáveis em chamadas de vídeo. Normalmente, nunca nos vemos falando, mas agora observamos nossas expressões faciais por horas a fio e percebemos que fazemos gestos estranhos durante a conversa. Não é surpresa que muita gente esteja ficando preocupada com a aparência e a forma de agir.

Então, como tirar a atenção das falhas durante uma chamada de vídeo e nos sentir mais à vontade?

Desligue a câmera

Quem tem problemas de autoimagem pode desligar a autovisualização depois de se posicionar na frente da câmera. Assim, é possível participar de reuniões e bate-papos familiares e ver todo mundo sem se preocupar com a própria aparência. No caso das reuniões de trabalho, uma possibilidade é falar com o chefe para evitar interpelações na frente dos outros colegas. Nos momentos em que for necessário aparecer, afastar-se um pouco da câmera também pode ajudar.

Zoom, Skype ou FaceTime apenas quando for inevitável

Às vezes, ver o interlocutor não acrescenta nada à experiência, portanto, os aplicativos de chamada de vídeo devem ser usados apenas quando for realmente necessário. Para falar rapidamente com o chefe ou um colega, uma ligação é suficiente. E-mail, Slack e outros aplicativos de mensagens instantâneas podem ser bons para enviar informações com rapidez e clareza.

Além disso, é muito mais difícil manter a concentração no conteúdo de uma reunião se ela não for necessária. Quando isso acontece, para passar o tempo, os participantes acabam observando a própria imagem em vez de olhar quem está falando.

Reserve um tempo para se organizar

Quem se sente desconfortável com as conversas por vídeo pode melhorar essa sensação organizando o laptop e o ambiente. Ficar mais confortável e confiante com essas condições reduz a ansiedade. É recomendável usar um cenário simples, no qual não apareçam coisas que seria melhor os colegas de trabalho não verem. O espaço deve ser tranquilo, sem interrupções de outras pessoas, animais de estimação ou crianças.

Aprenda a usar o botão mudo

É muito mais provável que ocorram ruídos inesperados em casa do que no escritório. Para evitar isso, quando não estiver falando, silencie o microfone para evitar desvios de atenção embaraçosos. No Zoom, por exemplo, mesmo se uma pessoa apenas tossir, a imagem dela fica em evidência.

Sempre é bom lembrar que a maioria das pessoas não se sente muito à vontade com a câmera. É uma experiência nova para a maioria, e criar o costume leva tempo.

"Grande parte da ansiedade durante o lockdown vem de que tudo é novidade. Muitas pessoas nunca tinham usado videoconferências antes, e a tecnologia pode intimidar as gerações mais antigas", explica Paul McLaren, psiquiatra consultor do Priory Wellbeing Centers em Londres e diretor médico do Priory Hospital Hayes Groves.

"Quem estiver preocupado com uma entrevista por videochamada pode pensar assim: é menos assustador do que estar em frente ao conselho de diretores seniores e executivos de RH em um escritório estranho e imponente".

Lydia Smith

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