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Como os plânctons podem ajudar a enfrentar — ou impedir — a próxima pandemia?

·3 minuto de leitura

Independente do organismo vivo, seja ele um ser humano, seja ele um plâncton, a resposta imunológica inicial costuma ser decisiva para entender como a infecção deve evoluir no indivíduo e de que forma ela poderá se espalhar por uma população da mesma espécie. É o que descobriu uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, e os cientistas acreditam que este entendimento pode ser decisivo quando a humanidade enfrentar a sua próxima pandemia.

Publicado na revista científica The American Naturalist, o estudo norte-americano levanta questões iniciais para entender como ocorrem a transmissão de doenças entre diferentes espécies. Vale lembrar que isso é relativamente comum na natureza, mas um fenômeno ainda pouco estudado, segundo os autores do artigo. Por exemplo, o transbordamento zoonótico é uma das principais explicações sobre a origem do coronavírus SARS-CoV-2 e a atual pandemia.

Plânctons podem ajudar no entendimento de como infecções acontecem (Imagem: Reprodução/Tintinnidguy/Wikimedia Commons)
Plânctons podem ajudar no entendimento de como infecções acontecem (Imagem: Reprodução/Tintinnidguy/Wikimedia Commons)

Nesse processo onde doenças são transmitidas para diferentes espécies, a resposta imunológica de um ser contaminado é variável, dependendo de suas características, mas ela pode dizer sobre o comportamento da infecção. "Um dos maiores padrões que observamos na ecologia e epidemiologia das doenças é o fato de que nem todos os hospedeiros são iguais", explicou Tara Stewart Merrill, pesquisadora e a principal autora do artigo. "Na pesquisa de doenças infecciosas, queremos incluir a imunidade do hospedeiro em nossa compreensão de como a doença se espalha".

Pesquisa investiga estratégias de defesa do plâncton

No mundo, os invertebrados são vetores comuns de doenças, ou seja, eles podem transmitir patógenos infecciosos entre humanos ou de animais para humanos. Um dos casos clássicos dessa relação é a malária, uma doença responsável por mais de 700 mil óbitos anuais. Mesmo assim, pesquisas não costumam investigar como o sistema imunológico do vetor se comporta frente a essa infecção.

Qual é a imunidade dos invertebrados (vetores de doenças humanos) frente as essas doenças e como se recuperaram? A regra geral é de que uma vez exposto a um patógeno, o hospedeiro invertebrado será infectado. No entanto, poucos estudos científicos confirmam essa ideia. Agora, a equipe de pesquisadores pensa que é possível entender ou ainda estimular que os invertebrados lutem contra essas doenças emergentes e quebrem o elo da cadeia que as transmite aos humanos.

Aprendendo com os plânctons

Para começar a entender esses mecanismos, os cientistas norte-americanos observaram uma pequena espécie de zooplâncton (Daphnia dentifera) ao longo de seu ciclo de vida. Nessas observações, o invertebrado foi exposto a um fungo (Metschnikowia bicuspidata) e suas reações foram analisadas, principalmente como respondia a esse agente infeccioso.

Segundo os autores, alguns dos plânctons conseguiam impedir que os esporos dos fungos entrassem em seus corpos. Além disso, outros eram infectados, mas de alguma forma conseguiam eliminar a infecção mesmo após a ingestão dos esporos. "Nossos resultados mostram que existem várias defesas que os invertebrados podem usar para reduzir a probabilidade de infecção e que realmente precisamos entender essas defesas imunológicas para entender os padrões de infecção", afirmou a pesquisadora Merrill.

Com base em suas observações desses resultados individuais, os pesquisadores desenvolveram um modelo simples que trabalha com a probabilidade da infecção e pode medir a imunidade geral do hospedeiro e da sua comunidade. Isso porque "quando as respostas imunológicas são boas, elas agem como um filtro que reduz a transmissão", explicou Merrill.

Para acessar o artigo completo sobre os plânctons, publicado na revista científica The American Naturalist, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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