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Como o WhatsApp ganha dinheiro?

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O WhatsApp é um programa de mensagens comprado pela Meta (quando ainda se chamava Facebook Inc.) em 2014 que não tem nenhuma forma de ganho financeiro baseado em mercado. O programa é gratuito, não possui sistema de assinaturas e nem veicula propagandas, por isso fica a dúvida: como o WhatsApp ganha dinheiro?

Em março de 2022, o WhatsApp tem mais de dois bilhões de usuários em 180 países e é a segunda maior propriedade da Meta, à frente do Instagram e Facebook Inc. Messenger, a terceira e quarta maiores propriedades. Só isso é suficiente para garantir retorno financeiro?

Atualmente, o WhatsApp sobrevive graças aos recursos da sua empresa-mãe, que banca todos os custos operacionais, com servidores, equipe e publicidade. Desde 2015, os desenvolvedores analisam a possibilidade de introduzir publicidade direcionada, com testes diversos, mas isso ainda não foi implementado. O programa sempre se vendeu como uma alternativa sem custos, livre de propagandas e com camadas de segurança.

O WhatsApp não tem uma fonte direta de lucro, por isso muita gente se pergunta como ele se sustenta (Imagem: Matheus Argentoni/Canaltech)
O WhatsApp não tem uma fonte direta de lucro, por isso muita gente se pergunta como ele se sustenta (Imagem: Matheus Argentoni/Canaltech)

Apesar de não trazer uma fonte de lucro direta para a empresa de Mark Zuckerberg, o WhatsApp é fundamental na estratégia porque oferece alguns "benefícios" indiretos para seu proprietário. O primeiro deles é uma coisa chamada poder de influência, ou seja, uma base imensa de pessoas que utiliza o software e dá poder para a Meta ditar os rumos do mercado.

Funciona de forma parecida ao sistema adotado pela Microsoft para combater a pirataria. A empresa sempre foi alvo de falsificação dos seus softwares, como o Windows e o pacote Office, mas nunca deixou de ganhar dinheiro, porque tinha uma gigantesca base de computadores rodando seus programas. Empresas e grandes corporações pagavam rios de dinheiro pelos direitos de uso porque seus funcionários já estavam habituados a lidar com o Word nas suas residências.

Mineração de dados

A mineração de dados é conceito antigo que nada tem a ver com Bitcoin ou criptomoedas no geral. Trata-se de obter informações valiosas sobre os hábitos das pessoas, sem precisar quebrar a criptografia ou acessar documentos do usuário.

A Meta garante que não consegue acessar o conteúdo das conversas, graças à criptografia de ponta a ponta, mas nunca negou que use informações extraídas da rede, os chamados metadados — horários de pico, tipos de arquivos mais enviados, localização dos usuários, links clicados e outros dados demográficos.

A criptografia garante que ninguém sem autorização vá acessar seu conteúdo, mas há metadados envolvidos (Imagem: Reprodução/WhatsApp)
A criptografia garante que ninguém sem autorização vá acessar seu conteúdo, mas há metadados envolvidos (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Se a empresa fosse pequena, provavelmente esse conjunto valioso seria vendido para terceiros, mas como se trata do maior conglomerado social do mundo, tais informações servem para alimentar a própria ferramenta de publicidade do Facebook/Instagram. É obvio que isso jamais veio a público, mas é a justificativa mais plausível para manter um software tão popular livre de métodos tradicionais de arrecadação financeira.

Apesar da integração, o WhatsApp nunca chegou a ser oficialmente integrado à plataforma de propaganda da Meta. Mas essa provável teoria e o que melhor explica a total ausência de faturamento do mensageiro para a sua empresa-mãe.

“Sem anúncios, sem jogos, sem pegadinha”

O fundador original do WhatsApp é Jan Koum, um desenvolvedor que decidiu vender sua criação após a irrecusável oferta do Facebook. Quando iniciou a criação do mensageiro, ele mantinha um recado próximo ao computador com a mensagem: “Sem anúncios! Sem jogos! Sem pegadinhas!”.

Foram essas três premissas que guiaram o desenvolvimento do aplicativo, voltado para garantir a experiência do usuário. Na época, os aplicativos de bate-papo partiam de dois pressupostos: ou eram comprados por um valor fixo, ou ofereciam funcionalidades extras mediante pagamento, como as ligações do Skype.

O "Zap" fugia dessas regras básicas, por isso fez muito sucesso quando desembarcou em países subdesenvolvidos. Em uma época na qual ligações interurbanas eram caras e mensagens de texto cobradas, o programa entregou duas funcionalidades incríveis de modo grátis. O programa despertou a ira das operadoras de telefonia brasileiras, que tentaram bloquear o seu uso por causa do prejuízo causado ao serviço de SMS.

Modelo fracassado de assinatura

A partir de 2013, com a necessidade de criar um negócio sustentável, os criadores do programa decidiram introduzir um sistema de assinaturas pagas. O valor anual era simbólico até para os padrões brasileiros: US$ 0,99 ou R$ 2,55 (naquela época). Quem optasse por planos com mais tempo, teria desconto maior para fechar por três (R$ 6,87) ou cinco (R$ 9,54) anos.

O WhatsApp já testou um modelo de assinatura no passado, mas foi abandonado (Imagem: Reprodução/WhatsApp)
O WhatsApp já testou um modelo de assinatura no passado, mas foi abandonado (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Esse modelo se manteve ativo até a venda para a Meta, como uma solução inteligente para evitar propagandas que atrapalhassem a experiência. A quantia era bem justa e muita gente pagava sem chorar, embora houvesse quem instalasse o APK no Android para "burlar" o sistema.

Apesar disso, o mercado em 2014 não era tão aquecido quanto hoje, e não havia tanta afinidade com pagamentos online, logo era possível que as pessoas ficassem sem acesso às suas mensagens caso deixassem de assinar. Com medo de perder sua ampla base de usuários, a Meta decidiu abolir o sistema de assinaturas.

Foi assim que o software se tornou uma solução free indispensável em muitos países como o Brasil, Índia, Filipinas e boa parte do mercado Europeu. Curiosamente, houve alguma falha no app que liberou o aplicativo gratuitamente para muita gente em 2012, sem gerar nenhum cobrança.

Como o Zap obtém lucro?

Coincidência ou não, os fundadores do WhatsApp, Brian Acton e Jan Koum, optaram por deixar de fazer parte do time do Facebook por desentendimentos e incompatibilidade de ideias com a companhia. Como os fundadores do WhatsApp eram contra o uso de propaganda para monetização, as ideias do comprador podem ter ido contra a expectativa de ambos.

Isso nunca ficou claro, mas pode reforçar o sistema de uso de dados pela empresa. Se considerar iniciativas recentes da plataforma para centralizar as mensagens do Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp, fica ainda mais nítido o trânsito de dados entre sistemas supostamente distintos.

Os Status do WhatsApp poderiam receber anúncios para gerar renda no app (Imagem: Reprodução/The Tech Portal)
Os Status do WhatsApp poderiam receber anúncios para gerar renda no app (Imagem: Reprodução/The Tech Portal)

Por enquanto, essa seria a solução para obter dinheiro com o mensageiro mais popular do planeta. Mas a Meta ainda faz experimentos regulares para analisar uma possível adição de propagandas ao WhatsApp, como forma de incrementar a arrecadação.

No começo de fevereiro, por exemplo, uma versão de testes começou a veicular anúncios na aba de Status. Dois meses depois, em abril, saiu uma informação sobre uma alternativa paga, provavelmente destinada a contas comerciais, para oferecer recursos exclusivos.

O que se pode afirmar, com certeza, é que o modelo empregado entre 2014 e 2022 do WhatsApp já não é mais tão eficiente no cenário atual. Resta saber qual caminho a sua proprietária vai adotar daqui para frente — e isso certamente poderá afetar a popularidade e a confiança do usuário nos serviços.

Fonte: Canaltech

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