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Como não ser hackeado: 6 medidas para se manter protegido na internet

Foto: Eraldo Peres/AP

A Polícia Federal prendeu nesta semana quatro suspeitos de hackear o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, entre outras autoridades ligadas ao governo de Jair Bolsonaro, políticos e membros da Operação Lava Jato.

As falhas de segurança que permitiram o vazamento de conversas privadas de autoridades também podem permitir que pessoas comuns sejam vítimas de estelionatários e outros golpistas em busca de dinheiro.

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Medidas simples poderiam ter impedido a invasão dos aparelhos de Moro e outras autoridades, e podem proteger você também de criminosos. Confira a seguir algumas delas.

1 - Use verificação em duas etapas

Verificação em duas etapas (ou autenticação de dois fatores) é um recurso de segurança disponível na maioria dos aplicativos que você tem no seu celular. Trata-se de uma segunda senha exigida de quem tentar acessar a sua conta em um determinado app ou rede social a partir de outro dispositivo.

Procure nas configurações dos aplicativos mais sensíveis do seu celular, como WhatsApp, Facebook e Instagram, como ativar a verificação em duas etapas. Faça o mesmo com suas contas do Google, Apple, Microsoft ou outros serviços de software.

3 - Utilize aplicativos criptografados

O grande erro das autoridades hackeadas foi pensar que o aplicativo Telegram é, por padrão, mais seguro que o popular WhatsApp. Este último, apesar de ser mais utilizado, possui um sistema mais robusto de segurança: a criptografia de ponta a ponta.

Isto significa que todas as suas mensagens são codificadas e embaralhadas antes de chegar ao destinatário, de modo que, mesmo que elas sejam interceptadas no meio do caminho, o invasor não conseguirá decifrá-las. Se quiser muito usar o Telegram, utilize o modo opcional de “chat secreto” se não quiser ficar desprotegido.

4 - Confira os links antes de clicar

Nunca, em hipótese alguma, clique num link sem checar o seu destino. Muitos criminosos utilizam links que parecem ser de sites oficiais (mas não são) para levar suas vítimas a páginas falsas feitas e capturar informações sigilosas ou até mesmo dinheiro.

No computador, passe o cursor do mouse sobre o link antes de clicar e confira, no canto inferior direito da tela, o seu verdadeiro destino. No WhatsApp, copie e cole o link na caixa de texto para ver se a URL é a mesma. Na dúvida, não clique.

5 - Não baixe aplicativos estranhos

Este é um problema no Android e no Windows, mas nem tanto no iOS e no macOS. Aplicativos que prometem funções milagrosas ao celular, como uma câmera de raios-X, por exemplo, podem ser iscas para instalar vírus no seu dispositivo.

Não instale este tipo de app no seu celular. E se algum programa te pedir para habilitar a instalação por “fontes desconhecidas”, desinstale-o na mesma hora.

6 - Cuidado com o Wi-Fi sem senha

Muitos estabelecimentos comerciais, praças e modais de transporte público oferecem redes de Wi-Fi gratuitas e até sem senha para usuários de celular. O problema é que qualquer um pode se conectar à mesma rede que você e alterar configurações sensíveis.

Sendo assim, mesmo que você se conecte a redes abertas, tome muito cuidado com o que você faz dentro delas. Não use aplicativos de bancos e não envie informações sigilosas quando estiver num Wi-Fi público.