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Como na Libertadores, futebol brasileiro se destaca na Sul-Americana

·5 minuto de leitura
Jogadores do Athletico celebram gol diante do chileno Colo Colo, pela Copa Sul-Americana (AFP/Rodolfo BUHRER)

A Copa Sul-Americana entra na fase de definição de seus novos aspirantes ao título, onde, assim como na Libertadores, o futebol brasileiro marca presença, sendo representado nas semifinais pelo Athletico e RB Bragantino, duas equipes que apresentam uma relação diferente com a segunda competição de clubes mais importante do continente.

Campeão em 2018, o Athletico vai encarar na luta por uma vaga na decisão o uruguaio Peñarol, nesta quinta-feira (23), enquanto o Red Bull Bragantino, que volta a participar de um torneio internacional após 25 anos, tem pela frente o paraguaio Libertad, na quarta (22).

Com o Brasil dominando a Libertadores no século 21 (nove títulos, contra oito da Argentina), o futebol verde-amarelo tem a chance de diminuir a diferença em um torneio historicamente dominado pelos argentinos (nove campeonatos, contra quatro brasileiros).

Sem equipes argentinas nas semifinais da Sul-Americana, o time do Paraná e a equipe de São Paulo também podem fazer uma final inédita entre brasileiros nesta competição.

- Último campeão -

Em sua oitava participação na Sul-Americana, esta é a terceira vez que o Athletico chega à semifinal do torneio. Se em 2006 ele perdeu a vaga na decisão após derrotas por 1 a 0 e 4 a 1 para o mexicano Pachuca (que ficou com o título), 12 anos depois foi a vez de bater o Fluminense nos dois jogos pelo mesmo placar de 2 a 0. Na decisão a seguir, sagrou-se campeão ao vencer na disputa de pênaltis o colombiano Junior Barranquilla (depois de dois empates por 1 a 1). Esse foi o último título do Brasil na competição.

Agora em 2021, o Furacão apresentou até aqui uma campanha quase perfeita. Na fase de grupos, foram cinco vitórias e uma derrota, que garantiram o primeiro lugar na chave. Nas oitavas, obteve duas vitórias sobre o América de Cali (0-1 e 4-1), e nas quartas despachou a equatoriana LDU com um 4 a 2 em casa, depois de ter perdido o primeiro duelo por 1 a 0, em Quito.

Mas um mês depois de garantir a vaga na semifinal, o time paranaense não é mais o mesmo, a começar pela saída do treinador português António Oliveira. Além disso, seu quarteto ofensivo perdeu o talento de Matheus Babi, afastado até o fim da temporada devido a uma lesão no joelho, e de Vitinho, vendido para o ucraniano Dínamo de Kiev. Seus substitutos, Renato Kaiser e Bissole, além do recém-contratado Pedro Rocha, não conseguiram atuar da mesma forma ao lado de Nikão e do uruguaio David Terans.

Outro setor que passou a dar dor de cabeça ao atual técnico, Paulo Autuori, foi o defensivo, peça-chave na conquista da Sul-Americana há três anos. Para se ter ideia do problema, apenas nas últimas oito rodadas do Campeonato Brasileiro, o time sofreu 11 gols em seis derrotas, um empate e uma vitória, que o deixam na nona posição na classificação.

“A equipe não é tão favorita quanto há um mês e meio na Sul-Americana. O Athletico tem elenco curto e os jogadores que chegaram não estão à altura dos que saíram. Além disso, o momento do time não é bom, apesar da classificação para a semifinal da Copa do Brasil na semana passada ter aliviado a pressão”, afirma Guilherme Moreira, repórter do site GloboEsporte.com, que acompanha o dia a dia da capital paranaense.

- A revelação -

Já a situação do Red Bull Bragantino é diferente. A última vez que a equipe paulista participou de um torneio fora do Brasil foi em 1996, na extinta Copa Conmebol, quando ainda se chamava Clube Atlético Bragantino. E no seu retorno a uma competição internacional, o time do interior de São Paulo teve que superar a falta de experiência, que implicou em duas derrotas que quase lhe tiraram o primeiro lugar no Grupo G (com 12 pontos em quatro vitórias e duas derrotas).

Mas depois do susto inicial e da saída do seu principal jogador, Claudinho, transferido para o russo Zenit, nas etapas seguintes o estilo de jogo da equipe foi crescendo e ela passou com autoridade pelo equatoriano Independiente del Valle (0-2 e 1-1) e o argentino Rosario Central (3-4 e 1-0), nomes com mais tradição nesse tipo de torneio.

Além disso, o “Braga”, sob o comando do treinador Mauricio Barbieri, chega para enfrentar o Libertad nesta quarta motivado pela ótima campanha no Brasileiro, onde ocupa a sexta posição, e pela expectativa de alcançar a primeira final de um torneio fora do país.

“O Bragantino começou a amadurecer ao longo da Sul-Americana. Os jogadores entenderam a forma de jogar nesta competição e souberam se envolver com ela, principalmente após a vitória sobre o Rosario. Vai ser um jogo equilibrado (contra o Libertad), mas creio que o time vai passar”, destaca o repórter Danilo Sardinha, da TV Vanguarda, que acompanha o clube paulista.

O melhor momento do Bragantino em relação ao Athletico também é citado pelo comentarista Rafael Marques, dos canais ESPN e Fox. “A possibilidade de uma final inédita entre dois times brasileiros na Copa Sul-Americana é muito interessante para a imagem do futebol brasileiro em âmbito continental (...) Mas vejo que a vida do Athletico é mais difícil que a do Bragantino, não só pelo Peñarol ser mais time, ter mais camisa, mas também pelo próprio futebol do Furacão, que não vem bem no Brasileiro. Já o Bragantino tem apresentado uma dinâmica de jogo mais confiável e tem pela frente um adversário que não está bem. Por isso acho mais provável que o Bragantino vá para a final”.

lca/raa/lb

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