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Como manter a motivação no ano mais louco que já vivemos (e no futuro também)

Marcela De Mingo
·4 minuto de leitura
Bored young man at home looking through the window and wanting to get out of the house. Concept of stay at home, boredom, freedom, solitude...
Cultivar uma rede de apoio, as pequenas alegrias cotidianas e, principalmente, não fechar os olhos para a situação global é essencial para manter a motivação (Foto: Getty Images)

Faltando menos de dois meses para o fim de 2020, me vi praticamente sem motivação para continuar fazendo qualquer coisa minimamente produtiva. Este ano, com sua pandemia de coronavírus, suas crises políticas, econômicas e sociais, tem sido demais para qualquer um. E, aos 45 do segundo tempo, como diriam alguns, parece impossível encontrar aquele mínimo de respiro para seguir em frente.

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Mas não pode ser assim. Porque, verdade seja dita, a vida segue em frente quer eu queira, quer não. E manter a motivação se tornou algo como um pequeno projeto pessoal, em que procuro maneiras de continuar com as atividades cotidianas, a pensar e planejar projetos futuros e a torcer por um 2021 melhor. Parece impossível, mas não é, eu garanto. Por isso, vamos a um passo a passo de como se manter motivado, mesmo diante de uma pandemia sem fim em vista.

Passo 1: não acredite que estamos em um momento "normal"

Assim como esperar que "tudo volte ao normal" não faz sentido, o mesmo vale para achar que as coisas estão normais - pois não estão. Desde o começo da pandemia, tudo mudou: o trabalhou passou a ser remoto para muita gente, milhares de pessoas perderam o emprego, centenas de empresas fecharam, as escolas precisaram se adaptar ao digital… Enfim, muita coisa ainda vai se desenrolar como um resultado da pandemia, e é ingenuidade achar que, só porque bares e restaurantes voltaram a abrir, tudo está "normal".

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Aceite, inclusive, que pode ser mais complexo manter o ânimo e a produtividade no trabalho - já passam de sete meses de pandemia, afinal -, e que não é "todo mundo" que está abrindo uma nova empresa, desenvolvendo um novo projeto ou fazendo qualquer coisa que você considere ideal. Essa sensação é um reflexo do nosso alto consumo das redes sociais.

Passo 2: encontre uma rede de apoio - e apoie-se nela!

A terapeuta e consteladora Alessandra Pais comentou mais de uma vez em suas lives com o Yahoo Vida e Estilo sobre a importância de ter por perto uma rede de apoio. Essa rede, segundo ela, é formada por pessoas em quem você confia tanto para falar sobre o que sente e pensa quanto para buscar incentivo nos momentos de baixa.

Estudos desenvolvidos pela Associação Americana de Psicologia já comprovaram, também, que ter um grupo de pessoas, como amigos ou familiares, com quem contar ajuda não só a lidarmos melhor com traumas como melhora a nossa resposta a situações de estresse. Ou seja, se você sente que não tem uma rede de apoio, é importante buscar desenvolvê-la. Seja com contatos online ou reconectando com pessoas que você já conhece no mundo offline, procure por pessoas que vão apoiar você e vice-versa.

Passo 3: aprenda a cultivar as pequenas alegrias

Por mais que grandes cidades como São Paulo tenham passado da fase oficial de quarentena, é inegável que os casos de COVID-19 estão aumentando e a preocupação com a segunda onda cresce a cada dia. Mas, como temos exemplos de sobra na história da humanidade, esse é um período que vai passar. Até lá, precisamos buscar cultivar uma alegria e bem-estar cotidianos que, até então, atribuíamos muito com a vida fora de casa.

Alessandra já comentou, também, a importância da rotina nesse processo. Incluir hábitos que trazem prazer, atividades que geram bem-estar - como cuidar de plantas, ler um bom livro ou começar a praticar meditação ou ioga - são um ótimo primeiro passo. Vale também buscar encontrar prazer nas pequenas coisas, como tomar um café da manhã com calma, dormir um pouco mais pelas manhãs ou assistir a filmes e séries que você dizia não ter tempo para assistir.

É importante lembrar que você existe além da pandemia e que, assim como na sua vida pré-2020, você não é definido pelos fatores externos. Todos estamos vivendo as próprias pandemias internas dentro de uma pandemia global e ter empatia, inclusive consigo mesmo, é essencial para sairmos dessa situação (e desse ano!) mais sábios e em contato com o que verdadeiramente importa. Realmente, pensar em voltar ao que vivíamos antes não só é infrutífero como improdutivo. O momento é de olhar em frente e buscar o que queremos viver e quem queremos ser daqui em diante.