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Como a internet pode te ajudar a estudar matemática

·8 minuto de leitura

Com a ascensão da pandemia, muitos impactos tomaram a área da educação, que passou a depender quase que totalmente da tecnologia para continuar. No entanto, essa mudança acabou servindo para mostrar que é possível aprender remotamente. E dizemos mais: além da aula online, que muitos já experimentam no cotidiano, a internet pode oferecer diversas outras formas de ajudar a aprender determinados conteúdos, como é o caso da matemática. Listamos, então, algumas delas.

Canais do YouTube

Antes mesmo da pandemia ter início, a videoaula passou a tomar conta do YouTube, com canais voltados ao compartilhamento de conhecimentos com o internauta. Um deles pertence a Umberto Mannarino, que conta atualmente com quase 1 milhão de inscritos. Em conversa com o Canaltech, o youtuber conta que gravou seu primeiro vídeo há 9 anos, quando ainda estava no ensino médio, porque gostava de explicar a matéria para os seus amigos antes das provas.

Para o criador de conteúdo, aprender se tornou mais fácil com a ascensão das redes sociais. "Recebo muitos comentários de pessoas que ficaram anos — às vezes décadas — fora da escola, e que só agora, graças à internet, conseguiram retomar os estudos. São uma inspiração para todos nós", afirma Mannarino.

O canal é focado em ajudar principalmente pessoas que vão prestar vestibular ou fazer o ENEM, por exemplo, com direito a revisões e "intensivos". Além disso, Umberto também costuma trazer em seus vídeos alguns macetes e dicas para calcular com mais rapidez.

Questionado sobre os principais desafios de ser um EduTuber (como os youtubers da área de educação são chamados), Umberto revela: a preocupação excessiva com os números. "Acabamos nos comparando sem necessidade, sofrendo desnecessariamente quando um vídeo não vai tão bem. É preciso ter a cabeça muito no lugar para não se frustrar demais quando algo não sai como planejado. Felizmente, o que mantém a motivação são os comentários positivos da audiência. É sempre gratificante ver que um vídeo ajudou a pessoa a 'girar a chavinha' e enxergar um conteúdo de outra perspectiva", disserta o criador de conteúdo.

Mas o que se deve ter em mente ao estudar pela internet e pelo YouTube? Para Umberto, tudo gira em torno da disciplina. "Estudar online tem a vantagem de ser mais cômodo, mas se você não tiver disciplina vai acabar procrastinando. Alguns alunos se dão melhor em um ambiente presencial, enquanto outros rendem muito mais estudando sozinhos. Se você for do primeiro tipo, pode ter dificuldades de se concentrar nas aulas virtuais, mas uma dica é você fazer de conta que está na sala de aula", afirma.

"Não veja a aula deitado na cama de pijama; coloque uma roupa que você usaria na escola e assista à aula sentado(a) em uma cadeira confortável. E o mais importante: desligue as notificações do celular para não te distraírem sem necessidade. Assim você coloca o seu cérebro no 'modo aula', e não no 'modo descanso'", acrescenta o youtuber.

Outro canal para quem precisa aprender essa matéria é o Ferretto Matemática, que une nada menos que 2,6 milhões de inscritos. Os vídeos abordam desde o nível básico até a matemática do ensino superior, e assim como no canal de Umberto, também focam em revisões para ajudar quem vai fazer o ENEM.

O professor conta que o canal começou em outubro de 2013, em um momento em que ele queria muito continuar ensinando matemática, enquanto exercia um cargo totalmente diferente: policial militar. "Eu queria muito continuar ensinando matemática. Foi uma ideia bem despretensiosa, mas que começou com uma empolgação muito grande de criar esse canal", conta.

Questionado sobre as diferenças de ensinar na sala de aula e ensinar no YouTube, Ferretto descreve que, nas aulas presenciais, há um contato muito mais humanizado, considerando que existe o olho no olho e perceber se o aluno entendeu ou não o que foi explicado, enquanto na plataforma de vídeos, se limita a olhar para uma câmera. Outras diferenças mencionadas pelo professor se referem à parte física, uma vez que presencialmente dava aula, trocava de sala e explicava literalmente a mesma coisa que acabou de explicar na aula anterior. No YouTube, grava-se uma vez a aula e pronto.

"Eu acho que outra grande diferença é que no YouTube, se acaba ensinando da maneira que acha melhor, acaba dividindo os assuntos como quer, fazendo vídeos daquilo que acha importante, transmitindo a informação que quer passar sem estar engessado no sistema acadêmico que tem dia de início, dia de fim, provas, entre outras obrigações", reflete Ferretto.

Já em relação aos desafios de um EduTuber, Ferretto conta que hoje em dia é preciso conciliar uma carga horária na sala de aula com o tempo de ensinar na plataforma de vídeos. "Anos atrás, o YouTube tinha um valor um pouco mais considerável pelas visualizações. Hoje, eu acho que pela quantidade de pessoas que estão lá dentro, esse valor acabou diminuindo bastante". Outro desafio é inovar, uma vez que é possível que já tenha muito conteúdo daquele que se pretende gravar.

Para o professor, as redes sociais têm o potencial de trazer mais informações para o aluno, que tem mais possibilidades, hoje, de adquirir o conhecimento. "Anos atrás, quando não tínhamos internet, o conhecimento estava no professor, na enciclopédia. Hoje o aluno tem a informação nas mãos dele. Essa informação está na internet. Resta saber como levar essa informação que está na internet de uma maneira que o aluno consiga absorver, gostar mais de aprender", reflete o youtuber.

Aos internautas, Ferretto recomenda ter em mente qual é o objetivo (se apenas de estudar para uma prova na escola, aprender realmente algo que o professor explicou em sala de aula e não deu para entender, ou se preparar para o ENEM, para um vestibular), e escolher um youtuber de que goste e se identifique. "A partir disso, pode talvez montar um bom cronograma de estudos. Através do livro didático, procurar videoaulas correspondentes a aquele assunto. Essa autonomia só tem a acrescentar. A gente começa a criar pessoas independentes", conclui.

Enquanto isso, o canal da MMP, fábrica brasileira de materiais pedagógicos de matemática, também apresenta conteúdos da disciplina, onde ensinam conceitos de forma lúdica, como por exemplo: inteligência emocional no aprendizado da matemática, trigonometria, fração, porcentagem, geometria, estatística, polinômios, como o cérebro aprende matemática e codificação usando o ábaco.

(Imagem: Chris Liverani / Unsplash)
(Imagem: Chris Liverani / Unsplash)

Plataformas

As plataformas são outro meio de estudar matemática online. É o caso da Khan Academy, por exemplo, que consiste em uma Organização sem fins lucrativos, visando oferecer de maneira totalmente gratuita as disciplinas da grade básica e também cursos livres. O foco está nos Ensinos Fundamental e Médio. O site disponibiliza alguns cursos por meio de vídeos, e também com "desafios" referentes ao conteúdo. Os alunos praticam no próprio ritmo, solucionando primeiramente suas dificuldades de compreensão e, depois, acelerando o aprendizado.

Além disso, com a plataforma, os professores conseguem identificar as dificuldades de compreensão de seus alunos, personalizar instruções e atender às necessidades de cada um deles. O curso de matemática da plataforma vai desde o básico até o avançado, permeando assuntos como aritmética, álgebra, geometria, trigonometria, estatística, etc. Também é possível acessar os conteúdos de acordo com o ano escolar em que ele se enquadra.

Outra plataforma é a Resolve Sim, criada pela Eleva Educação e pela universidade Estácio, para apoiar os alunos dos últimos anos do ensino médio que se preparam para o Enem e os vestibulares em meio ao conturbado e delicado cenário pandêmico. Para os alunos da rede pública, é um serviço gratuito, sem qualquer limitação de conteúdo. O site pode ser acessado de qualquer computador, smartphone ou tablet, com direito a uma área especial de provas de preparação, o Simuladão. Ao todo, são 48 aulas completas, mas haverá aulas novas sendo postadas diariamente.

Outra plataforma que inclui ensino de matemática é a ENEM Action, cujo enfoque é oferecer materiais preparatórios para o exame em diversos formatos e sem custos aos estudantes. Há provas e simulados para que os estudantes possam praticar seus conhecimentos e analisar seus pontos fortes e fracos, intensificando os estudos nas áreas que demandam mais atenção.

Aplicativos

Outro jeito da tecnologia para quebrar o galho de quem precisa aprender matemática: aplicativos. São vários deles, cada um com uma proposta diferente. Tem o Photomath (iOS, Android), por exemplo, que ajuda a resolver problemas de matemática e corrige lições. O app digitaliza problemas impressos ou mesmo escritos à mão, usando a câmara do próprio dispositivo. Além disso, escreve e edita equações com uma calculadora científica, e decompõe cada problema matemático em passos simples.

Um aplicativo semelhante é o Microsoft Math Solver (iOS), que fornece ajuda com problemas de aritmética, álgebra, trigonometria, cálculo, estatística e outros tópicos usando IA. Assim como o Photomath, basta escrever um problema de matemática na tela ou usar a câmera para tirar uma foto de matemática. O Microsoft Math Solver instantaneamente reconhece o problema e ajuda a resolvê-lo com explicação passo a passo, gráficos interativos, problemas semelhantes da web e até mesmo palestras de vídeo on-line. Para os #teamAndroid, uma opção é outro Math Solver, da desenvolvedora App Box.

E por que não aprender jogando? Alguns aplicativos trazem a proposta de aprender e treinar matemática em meio a jogos e exercícios mais descontraídos. É o caso do Jogos de matemática — jogos educativos (Android) e o Rei da Matemática (iOS) por exemplo.

É possível aprender matemática com o auxílio da tecnologia, com direito a aplicativos, plataformas e YouTube (Imagem: Pixabay/Pexels)
É possível aprender matemática com o auxílio da tecnologia, com direito a aplicativos, plataformas e YouTube (Imagem: Pixabay/Pexels)

Para os pequenos

Com a tecnologia, dá para aprender matemática desde cedo. Há aplicativos voltados justamente ao público infantil com jogos mais simples e educativos, como o Adição e subtração, contagem (Android) ou o Math Club (iOS). Alguns canais no YouTube voltados aos pequenos também trazem conteúdo básico de matemática de forma lúdica e educativa, como o Ensinando meu filho e também o Smile and Learn.

Fonte: Canaltech

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