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Como grandes empresas da tecnologia estão colaborando com a indústria da saúde

Natalie Rosa

Grandes empresas de tecnologia estão se envolvendo cada vez mais com a bilionária indústria da saúde. Muitas delas têm visto seus números se estagnarem ou até mesmo caírem nos modelos atuais de negócios, então essas companhias estão lançando mais e mais serviços relacionados à saúde de seus usuários como forma de abocanhar uma parcela deste mercado lucrativo.

Amazon, Google e Microsoft, por exemplo, estão focadas na expansão da assistência médica, mirando estratégias de venda de softwares e serviços de computação. Cada companhia vem trabalhando no aprimoramento da assistência médica com base em seus conhecimentos em tecnologia, algumas vezes aplicando os resultados inicialmente em seus funcionários.

Entenda os esforços de cada uma:

Amazon

Em 2018, a Amazon adquiriu a empresa de farmácia online PillPack, que envia medicamentos aos clientes pelo correio, e recentemente comprou também a startup Health Navigator.

Além disso, a companhia vem trabalhando na criação de serviços de saúde exclusivos para seus funcionários com o Amazon Care. Através da iniciativa, os funcionários da sede em Seattle podem fazer consultas virtuais ou em domicílio com médicos, recebendo ainda a entrega de medicamentos em casa.

Imagem: Reprodução

Apple

A Apple vem trabalhando com recursos de saúde no Apple Watch, principalmente, e no seu aplicativo Saúde. Com o relógio inteligente, usuários podem fazer o monitoramento da frequência cardíaca, buscar por ritmos cardíacos fora do padrão e, em atualização mais recente, também fazer o rastreamento do ciclo menstrual.

No app Saúde, usuários podem compartilhar seus dados com a companhia para o monitoramento frequente, com a possibilidade ainda de sincronizar essas informações com registros de hospitais, como vacinação, resultados de laboratório, alergias, entre outros.

Imagem: Reprodução

Em 2018, a Apple contratou cardiologistas e obteve a aprovação do Food and Drug Administration (FDA), órgão de regulamentação dos Estados Unidos, para o uso da tecnologia de eletrocardiograma no seu relógio inteligente.

A companhia vem ainda trabalhando ao lado de planos de saúde norte-americanos, criando aplicativos de acompanhamento da saúde. Funcionários da Apple também têm direito a clínicas exclusivas.

Facebook

A empresa de Mark Zuckerberg está trabalhando no ramo da saúde ao desenvolver ferramentas de monitoramento, além do incetivo à comunidade para doações de sangue. Quem está por trás das iniciativas é o cardiologista Freddy Abnousi, que trabalha como chefe de pesquisas em saúde na companhia.

Em outubro deste ano, o Facebook lançou nos Estados Unidos uma ferramenta chamada Preventive Health, que também funciona com o incentivo aos usuários para procedimentos de exames regulares, mostrando ainda opções de como marcar consultas e locais que podem ser visitados para esses testes. De acordo com a empresa, os dados coletados não são compartilhados com terceiros, apenas com a equipe responsável.

Imagem: Reprodução

Google

Em janeiro deste ano, o Google contratou David Feinberg como vice-presidente da divisão Google Health. Desde então, o executivo vem liderando uma equipe que trabalha na coordenação de iniciativas de saúde, desde o sistema de busca e mapas, até para o Android e áreas de inteligência artificial. Em uma conferência realizada em outubro, Feinberg revelou que o primeiro objetivo principal da sua equipe será a supervisão de como pesquisas relacionadas à saúde surgem, trabalhando no aprimoramento ao lado da equipe de buscas do Google. A equipe de Feiberg também trabalha com inteligência artificial pelo Google AI e pelo DeepMind Health, que busca a análise de imagens médicas, como escaneamentos oculares e de células de câncer de mama, com o objetivo de ajudar no diagnóstico e tratamento.

A empresa também está oferecendo o Google Cloud para serviços de contratos em nuvem com os sistemas de saúde, como com a clínica Mayo, que firmou parceria com a companhia em setembro.

A Alphabet, empresa que comanda o Google, também vem investindo no braço Verily, que envolve projetos de robótica para o monitoramento de açúcar no sangue como forma de tratar a dependência. Além de tudo isso, na última sexta-feira (1º), o Google oficializou a compra da Fitbit por US$ 2,1 bilhões — a FitBit fabrica pulseiras fitness que acompanham tanto a prática de exercícios físicos, quanto a saúde do usuário.

Imagem: Reprodução

Microsoft

Após algumas tentativas nada bem sucedidas que entrar na indústria da saúde, como a ferramenta HealthVault, que acabou sendo encerrada, a Microsoft está investindo em grandes parcerias. Ao lado de companhias renomadas do mercado da saúde, como a rede de farmácias Walgreens, a Microsoft vem disponibilizando seus serviços em nuvem e software, além de projetos para facilitar o acesso à saúde no futuro.

Uber

O aplicativo de caronas Uber também está investindo na colaboração com a saúde. A companhia vem trabalhando ao lado da LogistiCare, uma forma de transporte de saúde que pode facilitar cerca de 60 milhões de viagens por ano. Com isso, a expansão do serviço pode chegar às áreas rurais, visto que pessoas mais velhas e que precisam de mais cuidados acabam vivendo nessas regiões.

Fonte: Canaltech

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