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Como funciona a vacina em spray nasal contra a Covid-19 desenvolvida no Brasil

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
A laboratory worker tests a nasal spray at the Pharma and Beauty factory in Saint-Chamas, southeastern France, on January 21, 2021. - The Pharma and Beauty company has developped a nasal spray based on ionised water, known for its antimicrobial properties, which eliminates 99% of the viral load. (Photo by NICOLAS TUCAT / AFP) (Photo by NICOLAS TUCAT/AFP via Getty Images)
Uma pesquisadora de laboratório testa um spray nasal na fábrica de Pharma and Beauty em Saint-Chamas, sudeste da França, em 21 de janeiro de 2021 (Foto: NICOLAS TUCAT/AFP via Getty Images)

Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) estudam uma vacina contra o coronavírus aplicada no nariz por spray. Desenvolvido no Brasil desde abril de 2020, o imunizante apresentou bons resultados em testes com camundongos e pode caminhar para uma aprovação até o final deste ano.

A ideia, que é uma adaptação de um modelo de imunização concebido para hepatite B, não foi por acaso. O pesquisador Jorge Elias Kalil Filho, líder do estudo, garante que o objetivo do imunizante é atacar o vírus logo na mucosa nasal.

Para isso, eles pretendem criar uma vacina capaz de fazer com que o corpo humano consiga produzir a resposta imune celular e de defesa. Também querem que o imunizante seja capaz de gerar uma célula de memória que evitará que o coronavírus consiga se desenvolver e se reproduzir após uma infecção.

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O estudo desenvolveu uma nanopartícula a partir de uma substância natural que estimula a produção da imunoglobulina A, anticorpos presentes na saliva, na lágrima e no trato respiratório, entre outros locais do organismo. A nanopartícula permitirá ao material permanecer nas narinas de três a quatro horas após sua absorção.

Para criar a vacina, foram estudadas 220 amostras sanguíneas de pessoas que se recuperaram da infecção respiratória causada pela Covid-19.

A partir disso, buscou-se entender quais fragmentos do coronavírus geraram uma resposta imune das células T — responsáveis pela defesa do organismo — e quais reconheceram e mataram as células infectadas.

Os cientistas desenharam uma molécula artificial híbrida com fragmentos de indução das células T e da RBD. Para levar essa “mistura” até o sistema imune, foram criadas nanopartículas em laboratório.

Menos invasiva

“Além de inibir a entrada do patógeno na célula, a vacina impedirá a colonização deles no local da aplicação”, explicou o coordenador do levantamento, o veterinário Marco Antonio Stephano, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em entrevista ao Jornal da USP.

Segundo o pesquisador, a imunização nasal favorece crianças e idosos porque é menos invasiva e tem menos efeitos colaterais em relação às vacinas injetáveis.

Os protótipos, pesquisados também por profissionais da Unicamp, devem ficar prontos em três meses, quando será possível iniciar a testes em animais. O produto deve ser oferecido ao custo de R$ 100. A imunização é feita com quatro doses, duas em cada narina, a cada 15 dias.

EXO-CD24

Na segunda-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nas redes sociais que vai pedir o uso emergencial de um medicamento via nasal para tratar o coronavírus. O remédio está sendo desenvolvido em Israel, mas só foi testado em 30 pessoas.

Chamado de EXO-CD24, o medicamento é um spray nasal e está sendo desenvolvido pelo professor Nadir Arber, que faz pesquisas relacionadas ao câncer. Inicialmente, o remédio seria usado no tratamento desse tipo de paciente. Mas, no Centro Médio Ichilov, 30 pacientes com quadros moderados ou graves de Covid-19 usaram o EXO-CD24. Entre eles, 29 melhoraram e, em cinco dias, deixaram o hospital.

No entanto, isso não quer dizer que o medicamento seja comprovadamente eficaz ou que a tecnologia já possa ser exportada para outros lugares do mundo. Em entrevista ao jornal The Times os Israel, Arber explicou que o remédio passou pela fase 1. Agora, ele aplicou para que o Ministério da Saúde do país permita que os estudos avancem e passem pela fase 2.