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Como funciona a demissão em 5 lugares

Foto: Getty

No Brasil, a demissão de empregos formais (carteira assinada) acontece de duas possíveis formas: por justa causa, quando o trabalhador é dispensado por cometer uma infração grave e não tem direito a compensação; e sem justa causa, quando há acordo ou decisão unilateral.

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Em outros cantos do planeta, porém, o processo de demissão inclui diversas outras exigências além das burocráticas. Há países que obrigam o funcionário a levar uma "pessoa de apoio" na conversa em que ele é dispensado, por exemplo.

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Já em outros lugares, o funcionário é incentivado a continuar trabalhando sem remuneração mesmo após ser demitido ou pedir demissão. Confira a seguir como funciona a demissão em cinco regiões diferentes do mundo.

Estados Unidos

Nos EUA, é tradição que o empregado demitido participe de uma reunião com o patrão e o profissional de recursos humanos da empresa, que atua como um mediador e tem posição neutra na conversa. O objetivo é aparar possíveis rusgas que tenham sobrado na relação entre empregador e funcionário.

Alemanha

Se você pedir demissão na Alemanha, há grandes chances de que você seja incentivado a continuar no trabalho sem remuneração por alguns dias ou semanas. Muitos profissionais fazem isso, seja para concluir projetos ou para usar o computador da empresa para procurar um novo emprego, por exemplo.

Nova Zelândia

Quando a empresa decide demitir um funcionário na Nova Zelândia, ele pode levar uma "pessoa de apoio" para acompanhá-lo na última conversa com o RH. A prática virou notícia na última semana quando o redator Josh Thompson resolveu levar um palhaço profissional para "consolá-lo" na despedida do seu emprego.

Suécia

É comum, na Suécia, que as empresas ajudem o funcionário demitido a encontrar um novo emprego. Algumas oferecem uma espécie de "seguro desemprego" e até aconselhamento profissional durante semanas ou meses. A prática não é exigida por lei, mas é adotada por 85% das empresas suecas por até um ano.

Hong Kong

No extremo oposto ao que acontece na Alemanha está Hong Kong. Por lá, a demissão de certas categorias é quase como uma concessão de férias remuneradas. Bancários, por exemplo, continuam recebendo salário por meses após serem dispensados. O mesmo acontece com executivos de grandes companhias, que são remunerados por até um ano.