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Como ensinar o valor do dinheiro às crianças

Dar uma pequena mesada ao seu filho pode ajudá-lo a entender como ser financeiramente responsável. Foto: Getty

Há muitas maneiras de ensinar a seus filhos que o dinheiro pode ser um desafio, mas quanto mais financeiramente esclarecidos eles forem, melhores serão as decisões financeiras que tomarão ao longo de suas vidas.

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Pode ser difícil saber como começar a tarefa de falar sobre finanças com as crianças, especialmente considerando que muitos pais não acreditam ter conhecimento suficiente para dar conselhos financeiros. Em muitos países, particularmente no Reino Unido, falar sobre dinheiro ainda é um tabu.

Então, como ensinar o valor do dinheiro às crianças?

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“Conforme elas crescem, especialmente em suas vidas profissionais, o valor costuma ser associado à autovalorização,” diz Clara Wilcox, fundadora do The Balance Collective, que oferece conselhos de trabalho e carreira para pais e mães.

“É essencial que as crianças entendam que o dinheiro é uma ferramenta – ele ajuda a criar oportunidades e experiências e permite ajudar outras pessoas. Ele não está associado apenas a um aprisionamento materialista”.

Seja positivo

“Eu acredito que é importante falar positivamente sobre o dinheiro; é algo que você controla, e não algo que controla você,” pondera Wilcox. “Eu falaria sobre o que é preciso fazer para ganhar dinheiro, e o que você consegue com ele”.

“Você pode, por exemplo, vender brinquedos em sites como o eBay. Quando o assunto é economizar, converse sobre o que eles querem, como eles podem conseguir o que querem, e mostre como o progresso pode acontecer”.

Use as brincadeiras como uma ferramenta

Holly Pither, profissional de Relações Públicas, mãe e blogueira do PitterPatterPither, aconselha ensinar o valor do dinheiro às crianças desde pequenas, incorporando esse aprendizado às brincadeiras.

“A minha filha fez dois anos há pouco tempo, mas nós já estamos tentando transmitir ensinamentos sobre o dinheiro a ela,” diz Holly. “Nós brincamos de fazer compras regularmente, ela sempre leva a sua pequena carteira com alguns trocados e nós os trocamos pelos seus objetos”.

“Eu sempre pergunto se ela tem certeza de que quer aquele item, e não outra coisa. Vê-la ponderar antes de responder é muito interessante”.

Aprender sobre gastos

Ver como o dinheiro é trocado na vida real também pode ajudar, segundo Pither. “Nós também vamos comprar ovos em uma fazenda na vila uma vez por semana, e ela deixa o dinheiro na caixinha todas as vezes,” diz a mãe. “Eu quero que ela saiba o que significa quando você dá o dinheiro na mão de alguém, e que entenda que é preciso analisar as suas opções antes de gastar”.

Mostre às crianças que o dinheiro não é tudo

“Outra coisa que eu quero que ela entenda, por outro lado, é que comprar algo não deve automaticamente fazê-la feliz,” explica Holly.

“Eu tento ativamente evitar mostrar esse lado das compras quando saímos, para que ela entenda que não precisamos gastar para sentir alegria”.

Deixe que elas tomem decisões com a sua própria mesada

Dar uma pequena mesada às crianças – algo suficiente para compras simples, como brinquedos pequenos ou sorvete – é uma boa ideia, já que isso lhe ensina a serem financeiramente responsáveis e entendam as consequências de gastar sem primeiro pensar se precisam. Se elas estão querendo um brinquedo maior, mostre como economizar por um tempo para que possam comprá-lo com o seu próprio dinheiro.

“Deixe que elas tenham uma pequena quantia e controlem esta pequena quantia desde bem pequenas,” diz Holly. “Ensine-as a economizar e explique por que elas não devem simplesmente gastar seu dinheiro sempre que sentirem vontade. Pergunte se elas têm certeza antes de comprar algo, pois essa compra pode impedi-las de adquirir outro item mais tarde”.

Lembre-se de que não há problema em dizer ‘não’

Como adultos, ouvimos a palavra ‘não’ com muita frequência, e é importante que as crianças também ouçam. É fundamental que elas entendam quanto uma determinada quantia de dinheiro vale. Não há problema em dar um presente de vez em quando, mas você não precisa ceder a todos os pedidos.

Se a criança quiser um brinquedo caro, explique quantas horas um adulto que recebe um salário mínimo teria que trabalhar para conseguir pagar por ele, assim você coloca a compra em perspectiva.

Lydia Smith