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Como e quando o Sol morrerá? Cientistas descobriram

·3 minuto de leitura
Como e quando o Sol morrerá? Cientistas descobriram
Como e quando o Sol morrerá? Cientistas descobriram

Uma equipe internacional de cientistas fez um estudo que mostra previsões sobre como será o fim do Sistema Solar e quando isso acontecerá. O Sol tem cerca de 4,6 bilhões de anos, assim como outros objetos do Sistema Solar. Segundo a pesquisa publicada na revista Nature Astronomy, o astro-rei morrerá daqui a aproximadamente 10 bilhões de anos.

A maior probabilidade é que o Sol se transformará em uma gigante vermelha daqui a 5 bilhões de anos. Até lá, o núcleo da estrela encolherá, mas suas camadas externas se expandirão para a órbita de Marte, absorvendo a Terra no processo – se é que até lá nosso planeta ainda estará no mesmo lugar.

Como o brilho do Sol aumenta cerca de 10% a cada bilhão de anos, a vida da humanidade na Terra tem mais um bilhão de anos restantes. Será possível sobrevivermos em outros planetas?

Um time internacional de cientistas, incluindo especialistas da Universidade da Califórnia-Los Angeles (UCLA), disse que podemos enviar astronautas para Marte, mas que é necessário estudar o momento ideal para a missão.

Buraco feito pelo rover Perseverance no solo marciano
Buraco feito pelo rover Perseverance no solo marciano. Imagem: Nasa

Como o Sol morrerá?

De acordo com o estudo publicado na “Nature Astronomy”, o Sol tem maior probabilidade de encolher de uma gigante vermelha para se tornar uma anã branca e, em seguida, terminar como uma nebulosa planetária.

Nebulosas são grandes nuvens encontradas no espaço interestelar formadas, majoritariamente, de poeira cósmica e gases, como hélio e hidrogênio.

“Nebulosas planetárias marcam o fim da vida ativa de 90% de todas as estrelas. Eles traçam a transição de uma gigante vermelha para uma anã branca degenerada. Modelos estelares previram que apenas estrelas acima de aproximadamente o dobro da massa solar poderiam formar uma nebulosa brilhante”, explicaram os cientistas na pesquisa.

Imagem conceitual mostra uma explosão solar, com apenas o topo do sol visto na figura
Imagem conceitual mostra uma explosão solar, com apenas o topo do sol visto na figura. Imagem: Volodymyr Goinyk/Shutterstock

Um dos autores do artigo, o astrofísico Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, contou que quando uma estrela morre, ela ejeta uma massa de gás e poeira – conhecida como seu envelope – para o espaço: “O envelope pode ter até metade da massa da estrela. Isso revela o núcleo da estrela, que neste ponto da vida da estrela está funcionando sem combustível, acabou desligando e antes de morrer”.

“Só então o núcleo quente faz o envelope ejetado brilhar intensamente por cerca de 10.000 anos – um breve período na astronomia. É isso que torna a nebulosa planetária visível. Algumas são tão brilhantes que podem ser vistas de distâncias extremamente grandes, medindo dezenas de milhões de anos-luz, onde a própria estrela estaria muito fraca para ser vista”, completou.

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Zijlstra finalizou detalhando que “não só temos agora uma maneira de medir a presença de estrelas com alguns bilhões de anos em galáxias distantes, que é um intervalo extremamente difícil de medir, como descobrimos o que o Sol fará quando morrer”.

Elas são chamadas de nebulosas planetárias pois foram descobertas por William Herschel no final do século 18 e pareciam com planetas, pelos telescópios da época.

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