Mercado fechado

Como e-commerces podem se destacar durante a pandemia

Foto: Getty Images

Por Matheus Mans

Desde que o comércio foi obrigado a fechar as portas por conta da quarentena do novo coronavírus, os e-commerces vivem uma explosão no País. De acordo com dados da EbitNielsen, as lojas digitais passaram por um crescimento de 48,3% entre a segunda quinzena de março até o fim de abril. No entanto, os novatos no ambiente digital não sabem como se destacar.

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A HostGator, multinacional de hospedagem de sites, fez uma sondagem em seu site sobre como estavam as vendas dos empreendedores com a pandemia. Entre as quase 2,5 mil respostas, 43% responderam que já possuem um site, mas estão com dificuldade para atrair clientes.

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São empresas que devem incrementar ainda mais a já alta porcentagem de 80% de lojas online que fecham as portas antes de completarem 18 meses, mas não encontram espaço.

“[O principal diferencial é] valor para o consumidor. Em tempos difíceis, as pessoas se voltam para o básico. Voltam-se para o essencial e o que tem valor real”, afirma Robledo Ribeiro, fundador da HostGator no Brasil. Foque no que gera valor real para seu consumidor. É necessário adquirir habilidades, reavaliar o motivo de existir da empresa”.

Planejamento e escolhas

Antes de tudo, especialistas indicam que o empresário que quer abrir um e-commerce precisa fazer um planejamento detalhado. É preciso entender o público-alvo, quais as estratégias de divulgação, qual a perspectiva de vendas.

“Isso vale sempre, mas hoje vivemos um momento que evidenciam essas necessidades”, diz Márcio Pozzobon, pesquisador em economia digital. “Você precisa saber o quer quer, como quer e até quando quer atingir metas com o seu e-commerce. Não dá para apenas digitalizar sua loja, cadastrar produtos e acabou. Precisa pensar a médio e longo prazo”.

Com isso, o empresário consegue juntar duas frentes importantes nessa nova “entrada”.

“Velocidade é muito importante com direção”, afirma Caio Gazin, fundador da Gazin Semijoias, no mercado online há sete anos. “Sem isso, se torna um desastre. É importante que essas pessoas estejam no mundo online, mas é preciso adquirir essa direção. Ler conteúdos, buscar alternativas. Ela consegue através de pesquisa e planejamento”.

Além disso, é preciso entender quais os formatos mais interessantes, de acordo com os gastos disponíveis. Marketplace? Um site próprio? Apenas redes sociais? Depende. “Se você não quer ter gastos, o melhor caminho é o marketplace. Entra, cadastra seus produtos e pronto. Menos gasto ainda, redes sociais. Agora, algo mais profissional? Crie seu site e invista”.

Embalagem, conteúdo e cursos

Especialistas ressaltam que, independente do meio escolhido, é importante trazer uma embalagem atraente. Um layout atraente e responsivo — que funciona para celular e computador — pode ser determinante para a permanência do consumidor no site. Facilidade e segurança no pagamento também são importantes.

E importante ressaltar: o online é muito diferente do offline. “É um mundo mais rápido e que você só tem acesso a uma experiência física com o cliente, que é quando o produto chega na casa dele”, “Você se torna mais um facilmente. As pessoas precisam entrar no site e navegar com facilidade.”

Além disso, para criar mais janelas de diálogo com o consumidor, é preciso ter presença em redes sociais: Instagram, Facebook, WhatsApp e até YouTube, se tiver relação com seu produto. Afinal, isso ajuda o consumidor a conhecer o trabalho por trás daquele e-commerce e facilita um processo complicado, no mundo digital, para criar uma conexão.

Por fim, especialistas ressaltam: em um momento como este, é importante que o empresário se mantenha atualizado. Faça cursos e participe dos chamados webinários para entender melhor os desafios, as linguagens e as novas ferramentas.

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