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Como descartar corretamente um HD com defeito ou antigo?

·5 minuto de leitura

Com a evolução da informática e a troca constante de dispositivos, principalmente entre os mais aficionados por upgrades, é bem possível que peças antigas se acumulem em algum canto escuro da casa. Gabinetes antigos, processadores e placas de vídeo podem ter serventia para outras atividades, que não o uso diário, ou até mesmo podem ser doados para instituições carentes — o mesmo também vale para os HDs, mas há um complicados aqui, afinal de contas, dados sigilosos ou memórias preciosas podem estar armazenados nele.

Discos rígidos também são elementos altamente reutilizáveis, ao contrário de CPUs e GPUs, que ficam defasados ou incompatíveis com o tempo. Um PC de hoje pode, muito bem, utilizar um HD com mais de uma década de idade, desde que, claro, ele não esteja com defeito. E mesmo nestes casos, é preciso tomar alguns cuidados antes de, simplesmente, jogar o disco no lixo comum.

Inclusive, já começaremos este artigo apontando que esta nunca é a melhor opção, esteja seu disco (ou qualquer equipamento eletrônico) com defeito ou não. O lixo eletrônico é altamente danoso para o meio ambiente, e por mais que HDs não tenham baterias, eles ainda contêm metais, plásticos e outros elementos que podem levar centenas de anos para se degradarem na natureza e podem ser reciclados.

<em>HDs têm a vida útil longa e demoram mais para se tornarem obsoletos, facilitando um reaproveitamento. Falhas ou mau uso, porém, podem levar à necessidade de descarte (Imagem: bohed/Pixabay)</em>
HDs têm a vida útil longa e demoram mais para se tornarem obsoletos, facilitando um reaproveitamento. Falhas ou mau uso, porém, podem levar à necessidade de descarte (Imagem: bohed/Pixabay)

Antes de fazer isso, é importante seguir algumas dicas para garantir a própria segurança em relação aos dados contidos no disco rígido, que podem ser recuperados, ainda que de forma parcial, mesmo de um dispositivo com problemas. Siga as dicas a seguir de acordo com a sua situação e saiba o que fazer para descartar corretamente um HD antigo ou com defeito.

Formatação

A ideia básica para se desfazer de qualquer disco rígido é, claro, limpar todo o seu conteúdo. Mas apenas apagar todos os dados pelo gerenciador do sistema operacional, ou até mesmo realizar uma formatação simples nem sempre é suficiente. Tais processos apenas sinalizam que aquele espaço pode ser utilizado pela plataforma para o armazenamento de novos arquivos, mas os antigos podem ser recuperados com o uso de softwares simples, disponíveis normalmente na internet.

<em>A formatação completa do HD, pelo Windows, pode ajudar a apagar definitivamente os dados; opções mais complexas e profundas também estão disponíveis na internet e podem ser usadas de acordo com a sensibilidade das informações (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)</em>
A formatação completa do HD, pelo Windows, pode ajudar a apagar definitivamente os dados; opções mais complexas e profundas também estão disponíveis na internet e podem ser usadas de acordo com a sensibilidade das informações (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

O próprio Windows, porém, tem opções que permitem não apenas limpar o HD, mas também acabar com os rastros de arquivos que possam estar disponíveis. O recurso é acessível com um clique do botão direito no HD conectado ao sistema, na opção Formatar. Na sequência, desmarque a caixa “Formatação rápida” para que o processo mais profundo — e demorado, principalmente em discos com mais espaço — seja realizado.

Caso procure uma solução mais especializada, a Darik's Boot and Nuke (DBAN) pode ser uma opção. O projeto de código aberto é voltado para formatação e exclusão segura de discos rígidos, sendo gratuito para uso pessoal. Basta baixar o aplicativo em um pen drive e, a partir dele, realizar o processo. Uma versão paga também tem recursos avançados, capazes de agir também em SSDs e emitir certificados de limpeza que podem ser necessários em auditorias corporativas, por exemplo.

Destruição

<em>Em um HD, os dados ficam armazenados nestes discos internos. Em caso de problemas no hardware, ainda seria possível acessar os arquivos, exigindo medidas físicas antes de um descarte seguro (Imagem: Reprodução/CPU modder)</em>
Em um HD, os dados ficam armazenados nestes discos internos. Em caso de problemas no hardware, ainda seria possível acessar os arquivos, exigindo medidas físicas antes de um descarte seguro (Imagem: Reprodução/CPU modder)

HDs costumam ser duráveis, mas podem apresentar problemas, seja por conta do mau uso, falhas na fabricação ou, simplesmente, devido ao fim de sua vida útil. Conectados ao computador, eles podem se tornar inacessíveis, o que não significa que os dados armazenados nele estejam perdidos — eles seguem disponíveis, fisicamente, nos discos, e podem ser recuperados por usuários especializados.

O processo pode ser trabalhoso, mas pode gerar riscos de acordo com o tipo de informação disponível. Por isso, nos casos em que os meios digitais estão indisponíveis, uma destruição física pode ser o caminho para garantir que o componente não possa ser reaproveitado e acessado novamente.

Desde já, porém, é importante deixar claro que muitas opções vistas em filmes podem ser perigosas, quando não ineficazes. Jogar o HD na água não vai resolver nada, enquanto incendiar o dispositivo ou o colocar no micro-ondas gera riscos envolvendo queimaduras e inalação de gases tóxicos, além de não serem objetivamente eficazes.

<em>Usar uma furadeira ou um prego para abrir alguns buracos na estrutura resolve o problema sem desmontagem; jamais coloque o disco no micro-ondas ou o incendeie (Imagem: Reprodução/HalfpieTV)</em>
Usar uma furadeira ou um prego para abrir alguns buracos na estrutura resolve o problema sem desmontagem; jamais coloque o disco no micro-ondas ou o incendeie (Imagem: Reprodução/HalfpieTV)

A força bruta, por outro lado, pode ser uma solução. O objetivo aqui, no final das contas, é fazer com que os discos no interior do HD não possam ser lidos, o que também significa que usar uma furadeira, atravessar o componente com um prego ou bater com um martelo podem ser alternativas, bem como explorar o interior do dispositivo em uma desmontagem que termina com uma pancada na superfície de dados. Divirta-se, mas tome o devido cuidado no uso das ferramentas

Guarde e esqueça

Caso não esteja disposto a agir fisicamente contra um disco rígido, mas ele também não esteja mais bom para uso, o ideal é armazenar o componente em algum lugar. Ao manter o HD em sua posse, você garante que os dados não serão explorados por terceiros e, ao mesmo tempo, o item em si não ficará em seu caminho. Fundos de armários, gavetas em que as pessoas nunca mexem ou um canto no quartinho da bagunça podem ser opções melhores do que correr o risco ao jogar fora um disco rígido com dados recuperáveis.

Procure cooperativas ou fabricantes

<em>Postos de coleta e iniciativas de reciclagem de fabricantes ou instituições recebem e tratam componentes eletrônicos de forma adequada (Imagem: beear/Pixabay)</em>
Postos de coleta e iniciativas de reciclagem de fabricantes ou instituições recebem e tratam componentes eletrônicos de forma adequada (Imagem: beear/Pixabay)

Caso decida seguir adiante com o descarte, depois de tomar todas as medidas, reforçamos nossa dica de não jogar o HD no lixo comum. Vale a pena procurar ecopontos ou iniciativas mantidas pela prefeitura de sua cidade para a manipulação e reciclagem efetiva dos componentes eletrônicos, ou as próprias fabricantes, que costumam ter programas de recebimento e tratamento de equipamentos da maneira correta.

Locais de grande circulação, como estações de metrô ou terminais de ônibus, às vezes possuem postos de coleta de lixo eletrônico. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), por exemplo, é responsável pela iniciativa Green Eletron, com unidades em todo o Brasil, enquanto o eCycle mantém um cadastro de outros endereços do tipo pelo país.

Fonte: Canaltech

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