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Como a vida dos investidores vai mudar após a pandemia de coronavírus

Crédito: Getty

É natural que o ser humano queira seguir em frente rapidamente após algo que tenha influenciado negativamente a sua vida. No entanto, quando pensamos sobre a vida dos investidores no término da pandemia de coronavírus, pode não ser tão fácil esquecer tudo e voltar a ganhar grandes quantias de dinheiro no mercado.

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Especialistas ouvidos pelo Yahoo Finance alertaram que a economia global vai ressurgir de forma mais apagada após o pico do choque causado pelo coronavírus. Será uma economia caracterizada por um decréscimo de 2%, em média, do PIB, posicionamentos menos arriscados das grandes empresas (sim, isso significa um ritmo mais controlado de recompra de ações, se houver recompra) e custos estruturais maiores.

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O aumento desses custos fixos pode variar desde manter os funcionários com os salários/hora mais altos implementados no ápice do coronavírus (ou correr o risco de perdê-los para outras empresas que tentam se recuperar), até a gigantes como a Amazon direcionando mais dinheiro para desinfetar seus armazéns.

O crescimento estável do pagamento de dividendos por parte de empresas que, até então eram saudáveis, pode não ser viável por um tempo.

Por outro lado, será que as empresas realmente precisam ter escritórios caros em áreas urbanas na era das conferências por vídeo do Zoom? A resposta é não. E isso terá implicações para os donos de escritórios, passando por toda a cadeia até chegar aos motoristas do Uber que levam esses ricos donos para suas casas após o trabalho. Isso significa então menos dinheiro circulando pela economia dos Estados Unidos.

“A questão é quão assustados estão os consumidores e as empresas, quão confuso está o governo sobre suas regulações, regras e leis em como as empresas deveriam estar trabalhando,” disse Torsten Slok, economista chefe do Deutsche Bank, ao The First Trade, do Yahoo Finance.

A necessidade de economizar

Slok diz que as empresas e os consumidores precisarão construir reservas de dinheiro para dias difíceis. Ele também acredita que a probabilidade de uma economia estrondosa daqui a um ano ou mais é improvável.

“Acredito que a primeira resposta que veremos será uma queda muito dramática do PIB no segundo trimestre. Não veremos uma recuperação semelhante no terceiro trimestre, pois é provável que demore mais e seja mais tímida. A recuperação mais tímida vai ocorrer diante de consumidores que precisam economizar mais. As empresas também precisam economizar mais. As economias precisam ser reconstruídas no setor privado para garantir que não teremos uma segunda onda. Precisamos de níveis mais altos de liquidez nos balanços das empresas, e de reservas de precaução nos balanços dos consumidores para garantir que não sejamos pegos de surpresa,” acrescentou Slok.

Depois, teremos os custos inevitáveis que as empresas terão que enfrentar por causa do envolvimento do governo em meio à pandemia de coronavírus. Lembre-se de que o dinheiro do governo – mesmo que venha na forma de um pacote de ajuda de 2 trilhões de dólares – carrega consigo um custo de longo prazo, e as empresas irão precisar absorver. É difícil precisar a forma como isso vai impactar o crescimento da economia.

“O governo, especialmente o governo federal, desempenhará um papel enorme em nossas vidas nos próximos anos”, diz Andy Serwer, editor chefe do Yahoo Finance. É importante que os investidores entendam o que isso significa para os lucros (menores) e múltiplos de ações individuais (abaixo da média observada no bull market da Grande Recessão).

Tudo isso é amplamente diferente do que vivenciamos nos últimos 10 anos, como deveria ser, considerando o choque que estamos enfrentando.

Brian Sozzi

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