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Commodities têm pior choque da demanda desde 2008, diz Goldman

Serene Cheong

(Bloomberg) -- O mundo enfrenta o maior choque de demanda de commodities desde a crise financeira global diante do surto de coronavírus que, depois de abalar a Ásia, se espalha para os Estados Unidos e Europa, segundo o Goldman Sachs.

A paralisação da atividade econômica na China reduziu a demanda por petróleo em estimados 4 milhões de barris por dia, em comparação com 5 milhões de barris na Grande Recessão de 2008 e 2009, disse Jeff Currie, chefe de pesquisa global de commodities do banco, em relatório de 28 de fevereiro. Com novos casos sendo relatados na Europa, Oriente Médio e EUA, é provável que o impacto econômico se espalhe para o Atlântico no próximo mês.

Para piorar a situação, a “capacidade finita de armazenamento na China - embora grande - se esgota rapidamente, apresentando mais riscos de baixa” se o espaço para estoque acabar, disse Currie.

Para o petróleo e outros produtos de energia, qualquer corte da demanda será considerada como perdida, enquanto o menor consumo de outras commodities, como aço e alumínio, poderia ser recuperado mais tarde, disse Currie. Expectativas de estímulo fiscal e monetário para salvar essa demanda reprimida deve criar volatilidade dos preços das commodities daqui para frente.

O ouro, por outro lado, tem “imunidade ao vírus” e superou o desempenho de outros ativos vistos como porto seguro, como o iene japonês ou o franco suíço, disse o Goldman.

Cerca de 45% das travessias programadas de navios de contêineres da Ásia para a Europa foram canceladas nas quatro semanas após o feriado do Ano Novo Lunar no fim de janeiro, disse Currie. Isso significa que o aumento da atividade chinesa em março pode ser lento, devido às realidades físicas de retomar as operações das cadeias de suprimentos globais.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórter da matéria original: Serene Cheong Singapore, scheong20@bloomberg.net

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