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Entenda, afinal, por que os alimentos estão mais caros

·1 minuto de leitura
Man's cupped hands holding field corn in Millerstown, Pennsylvania, USA
Além da alta no preço do milho, o açúcar ficou 58% mais caro, a soja inflacionou em 37% e o leite passou a custar 21% mais (Getty Image)
  • Alta no preço dos insumos é repassada ao consumidor de produtos industrializados

  • Milho, açúcar e leite são alguns dos produtos que inflacionaram no ultimo ano

  • Menor produção e exportação para outros países são alguns dos fatores que influenciam nos preços

O que o salgadinho, óleo vegetal e até mesmo a cerveja brasileira têm em comum? Todos eles podem ser fabricados a partir do milho. Desde 1950 o alimento é classificado como uma commodity, ou seja, produto de baixo valor agregado que é utilizado como matéria prima para produzir outras mercadorias pela indústria.

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Milho, açúcar, cacau: tudo subiu de preço

Apenas no último ano, o preço do milho subiu 74%, conforme dados apurados pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Considerando a importância do alimento para a produção de outros itens, o aumento pode refletir em preços elevados para o consumidor final.

Outros insumos também sofreram reajuste. O açúcar ficou 58% mais caro, a soja inflacionou em 37% e o leite passou a custar 21% mais. Entre agosto de 2020 e agosto de 2021, o produto que sofreu menores variações foi o cacau, que registrou uma alta de 18%.

Além da redução de 25% da produção e da safra, devido ao clima menos favorável, o aumento da demanda de exportação também foi apontado como responsável pela elevação do custo dos produtos. Com a alta do dólar, somada a ausência de políticas para que o agronegócio privilegie o mercado nacional, os produtores preferem lucrar com a exportação do que garantir a alimentação da população local.

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