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Commodities favorecem o Real, mas o cenário político atrapalha

·2 minuto de leitura

Essa avaliação é de Robin Brooks, economista chefe do Institute of International Finance. Para ele, os termos de troca do Brasil, ou seja, em relação entre os preços de exportação e importação, estão próximos da alta histórica de 2011. 

Inclusive, a balança comercial teve um resultado positivo em agosto de US $ 7,7 bilhões. Ou seja, o país exportou mais que importou no período. Esse saldo comercial foi recorde para meses de agosto, com aumento de 25,7% em relação ao mesmo mês de 2020.

Em condições normais, isso seria um indicativo de alívio no preço do dólar nos próximos períodos. “Os volumes de exportação do Brasil cresceram impressionantes 15% na primeira metade de 2021, superando de longe a maioria dos outros mercados emergentes. A gente tem a visão do que o real está bastante desvalorizado e esse aumento do volume exportado certamente é consistente com isso ”, disse Brooks em seu perfil no Twitter.

Neste cenário, estimamos Brooks, o Real Deveria valer cerca de R $ / US $ 4,50, porém, desde julho deste ano que a moeda se manteve acima dos R $ / US $ 5,00. 

Problemas no cenário político

Se o avanço das exportações contribuir para diminuir a pressão sobre o Real, o mesmo não pode ser dito quanto ao cenário político brasileiro.

O avanço da CPI da Covid-19, juntamente com outros fatores econômicos, aumentam a pressão sobre o presidente Bolsonaro e a agenda econômica de Paulo Guedes. 

A perda de popularidade às vésperas de um ano pressão eleitoral o presidente a expandir os custos sociais, como o Bolsa Família. Porém, com o orçamento apertado, uma das alternativas levantadas pela equipe econômica do governo é tirar o pagamento dos precatórios da regra do teto de gastos.

Isso é visto pelo mercado como uma forma de burlar as regras que garantem o equilíbrio das contas públicas. Com isso, como incertezas quanto ao equilíbrio fiscal crescente, inibindo a entrada moeda estrangeira por outras formas.

Um exemplo são como receitas próprias de exportações, cuja localização tem ficado no exterior. No acumulado de 12 meses até agosto, temos que, das receitas de US $ 260,6 bilhões com exportações (maior valor desde 1995), apenas US $ 214,4 bilhões entraram de fato no país como receita cambial de operações de exportações. Dessa forma, US $ 46,2 bilhões conhecidos no exterior.

Diante disso, o cenário aponta para a manutenção do câmbio a níveis elevados, ao menos enquanto não mais resolvidos os problemas políticos e como incertezas provenientes do risco de desequilíbrio fiscal.

This article was originally posted on FX Empire

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