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Comitê do governo discute crise hídrica nesta terça; Aneel cria 'gabinete de situação'

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Linhas de transmissão de energia em Brasília

SÃO PAULO (Reuters) - Uma crise hídrica história que tem pressionado o sistema de geração de energia do Brasil será discutida por autoridades do governo em reunião no Rio de Janeiro nesta terça-feira, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou "gabinete de situação" para monitorar as condições de suprimento.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, vai liderar um encontro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que ocorrerá na tarde desta terça-feira na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável por coordenar o acionamento de usinas e o uso de linhas de transmissão para atendimento à demanda.

Outros técnicos da indústria de energia, incluindo o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral, também devem participar da reunião do CMSE, segundo agendas públicas divulgadas na internet.

O encontro na sede do ONS vem após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ter anunciado no final da tarde de segunda-feira a criação de um "gabinete de situação" para acompanhar as condições do sistema elétrico em 2021 e 2022.

O grupo da Aneel vai se reunir semanalmente e sempre que for convocado. Entre as funções do gabinete estará monitorar a situação do sistema e "apoiar a implementação de medidas deliberadas no âmbito do CMSE", além de avaliar ações que possam ser tomadas pela Aneel para contribuir para a segurança do suprimento.

Na segunda-feira, o governo também tratou da crise hídrica e preocupações com a oferta de energia em reunião com Pedro Parente, que em 2001 liderou a chamada Câmara de Gestão da Crise de Energia, criada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em meio a uma escassez de energia que exigiu um racionamento de eletricidade naquele ano.

Apesar das movimentações para debater a situação, o ministro de Minas e Energia disse na segunda-feira que o governo vê o cenário com "tranquilidade" e acredita ter elementos para superar as dificuldades.

"No que se refere à crise hidrológica, ela é decorrente das mudanças climáticas... então eu vejo esse momento com serenidade, nós estamos muito bem organizados", afirmou ele, ao participar do Brazil Investment Forum 2021.

Preocupações com a oferta de energia cresceram depois que o governo emitiu na semana passada um alerta de emergência hídrica para o período entre junho e setembro em cinco Estados. Antes, o intervalo de setembro a maio já havia registrado as piores chuvas em 91 anos nas área das hidrelétricas, principal fonte de energia do país.

Técnicos do setor disseram à Reuters que o momento é de preocupação, mas que a oferta de energia deve ser garantida com a flexibilização de algumas restrições existentes à operação de hidrelétricas, que permitiriam guardar mais água nos reservatórios.

Analistas do Credit Suisse disseram em relatório, no domingo, que seguem monitorando as condições do sistema, mas "sem pânico", e que a situação gera mais alertas quanto a custos do que com uma possível falta de suprimento.

Eles destacaram, no entanto, que as flexibilizações na operação de usinas hídricas precisam ser avaliadas pela Agência Nacional de Águas (ANA), responsável por definir prioridades para o uso da água entre diversos setores, incluindo de energia, irrigação e transporte.

(Por Luciano Costa; edição de Roberto Samora)