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Comissão Europeia dá aprovação final à vacina da Pfizer/BioNTech

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Foto ilustrativa de vacina ante o logo da Pfizer

A Comissão Europeia concedeu aprovação, nesta segunda-feira, para o uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida em conjunto pela empresa norte-americana Pfizer e a farmacêutica alemã BioNTech, permitindo que a Europa comece o processo de imunização em uma semana.

Países da União Europeia, incluindo Alemanha, Áustria e Itália, disseram que planejam iniciar a vacinação a partir de 27 de dezembro.

Países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, México, Costa Rica, Equador, Arábia Saudita, Israel, Singapura e Suíça fazem parte dos 15 estados que já autorizaram a vacina Pfizer/BioNTech.

Especialistas da EMA concordaram nesta segunda-feira com a opinião de seus pares americanos e diversos países europeus que consideram que as atuais vacinas contra a covid-19 também são efetivas para esta cepa.

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"Até o momento, não há provas que indiquem que esta vacina (da Pfizer/BioNTech) não funcionará contra a nova cepa" do coronavírus, disse hoje a diretora-geral da EMA, Emer Cooke.

O Reino Unido já começou sua camapanha geral de vacinação contra o coronavírus há duas semanas, também com a vacina da Pfizer/BioNTech.

A descoberta da nova cepa não poderia acontecer em um momento pior para o Reino Unido, que também está envolvido nas negociações de sua relação pós-Brexit com a União Europeia, que parecem estar em um beco sem saída.

A nova cepa está "fora de controle", reconheceu no domingo o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, que justificou com isso o reconfinamento de Londres e do sudeste da Inglaterra. "Será muito difícil mantê-la sob controle até que uma vacina esteja amplamente difundida", acrescentou.

A situação desalentadora nas áreas de saúde e comercial provocou quedas nas principais Bolsas europeias e a desvalorização da libra esterlina.

ACORDO NOS ESTADOS UNIDOS

Em todo planeta, o coronavírus provocou mais de 1,6 milhão de mortes e infectou mais de 76 milhões de pessoas, de acordo com um balanço da AFP com base em números oficiais dos países.

Com 316.202 mortos e 17,65 milhões de casos, os Estados Unidos permanecem como o país mais afetado pela covid-19.

As autoridades anunciaram que, a partir desta segunda-feira, disponibilizarão 7,9 milhões de doses a mais para a campanha de vacinação. O presidente eleito Joe Biden será vacinado nas próximas horas.

No domingo à noite, democratas e republicanos alcançaram um acordo para votar no Congresso um novo plano de apoio à economia, que era negociado há meses.

No Brasil, a doença já provocou mais de 186.000 mortes.

No domingo, as autoridades do departamento boliviano de Santa Cruz, o mais populoso do país e fronteiriço com o Brasil, informaram um "foco agressivo", que já provocou 1.600 casos em uma semana, o triplo do registrado em novembro.

da AFP