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Comissária da UE mantém meta de vacinar 70% até fim do verão

Maria Tadeo e Viktoria Dendrinou
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A comissária de Saúde da União Europeia, Stella Kyriakides, disse que o bloco ainda planeja cumprir a meta de vacinar 70% dos adultos até o final do verão, mas reconheceu que acelerar a imunização será fundamental.

Em entrevista à Bloomberg Television na quarta-feira, Kyriakides disse que o objetivo é “continuar a aumentar a velocidade das vacinações em toda a UE”.

Esse objetivo já enfrentou vários obstáculos, mais recentemente na terça-feira, quando a Johnson & Johnson disse que irá adiar as entregas de sua vacina na Europa, enquanto reguladores dos EUA analisam casos raros de trombose no cérebro. A UE respondeu na quarta-feira com a notícia de que Pfizer e BioNTech aumentarão as entregas de vacinas neste trimestre em 25%, para 250 milhões de doses.

“Anunciamos a meta de 70% para a vacinação da população adulta até o final do verão”, disse Kyriakides. “Trabalhamos para isso com os estados membros. Claro que depende das entregas e distribuição, mas trabalhamos para atingir essa meta.”

O momento da notícia envolvendo a J&J foi particularmente ruim para a UE, que tenta superar o início desordenado de sua campanha de vacinação. O bloco esperava avançar com menos obstáculos neste trimestre, após problemas de entrega pela AstraZeneca no início deste ano que atrasaram a campanha de vacinação, geraram tensões entre sobre o acesso a vacinas e até mesmo levaram ao bloqueio de algumas exportações de imunizantes.

Além dos atrasos da Astra, a vacina da empresa também foi associada a casos raros de trombose. Alguns países suspenderam o uso temporariamente, e muitos agora limitam a vacina a determinados grupos de idade. Na quarta-feira, a Dinamarca deu mais um passo, tornando-se o primeiro país na UE a excluir a vacina de seu programa de vacinação contra a Covid.

Kyriakides pediu à Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) que trabalhe mais para que os governos possam ter “uma abordagem o mais coerente e coordenada possível”. A EMA também está avaliando a vacina da J&J juntamente com outros reguladores.“Para nós, a segurança das vacinas sempre foi a pedra angular de nossa estratégia de imunizantes e seguimos uma abordagem baseada na ciência, então esperamos para ver como isso evolui”, disse Kyriakides.

A UE também enfrenta uma nova onda da pandemia que adia as ambições dos governos de suspender as restrições à atividade, com implicações para empregos e para a economia em geral. No Reino Unido, onde as vacinações têm sido muito mais rápidas até agora, varejistas não essenciais, bem como pubs e restaurantes com espaço ao ar livre, reabriram esta semana.

A UE esperava receber cerca de 55 milhões de doses da vacina da J&J até o final de junho. Embora o novo cronograma da Pfizer ajude, a vacina da empresa dos EUA requer duas doses para proteção total, em comparação com apenas uma da J&J.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o ocorrido com a J&J mostra que há “muitos fatores que podem atrapalhar” os calendários de vacinação, mas a comissão vai avançar para acelerar as vacinações. Os países da UE já administraram 100 milhões de vacinas e 27 milhões de pessoas estão totalmente vacinadas, disse.

Von der Leyen também anunciou que a UE iniciou negociações formais com a Pfizer e BioNTech para até 1,8 bilhão de doses extras de vacinas até 2023.

As negociações são parte do esforço da UE para garantir que os cidadãos não enfrentem escassez de vacinas cruciais nos próximos anos e para garantir imunizantes eficazes se futuras variantes do coronavírus conseguirem resistirem às versões atuais. A oferta adicional incluiria principalmente doses de reforço e vacinas para crianças, disseram autoridades da UE.

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©2021 Bloomberg L.P.