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Cometa que passou por nós durante eclipse solar total acabou se desintegrando

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

No início desta semana, observadores no Chile e Argentina puderam testemunhar um incrível eclipse solar total, que também pôde ser visto parcialmente no Brasil. Assim, enquanto a Lua ficava à frente do Sol e bloqueava sua luz, um cometa passou discretamente pelo nosso astro — só que o visitante já havia sido identificado recentemente por Worachate Boonplod, astrônomo amador, em meio a dados de satélite.

Boonplod encontrou o cometa por meio do projeto Sungrazer Project. Trata-se de uma iniciativa de ciência cidadã que convida qualquer pessoa a analisar as imagens da sonda Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA), em busca de objetos em movimento — segundo informações do projeto, cerca de metade dos cometas que conhecemos foram identificados desta forma.

Assim, ele encontrou a rocha no dia 13 de dezembro, bem na véspera do eclipse, e estava ansioso para saber se o objeto poderia aparecer como um pequeno ponto na atmosfera mais externa do Sol nas imagens do eclipse. Felizmente, as câmeras instaladas no SOHO puderam flagrar a breve passagem do cometa; isso porque a câmera da missão imita eclipses solares totais, porque tem um disco oculto sólido que bloqueia a luz solar e, assim, revelando objetos mais de brilho mais fraco em sua atmosfera externa.

Confira o registro da passagem do cometa:

O cometa visto na câmera LASCO C2 do observatório SOHO (Imagem: Reprodução/ESA/NASA/SOHO/Karl Battams)
O cometa visto na câmera LASCO C2 do observatório SOHO (Imagem: Reprodução/ESA/NASA/SOHO/Karl Battams)

Quando a imagem foi feita, o cometa estava viajando à velocidade de cerca de 724 mil quilômetros por hora e a uma distância de aproximadamente 4 milhões de quilômetros da superfície do Sol. A rocha tinha mais ou menos 15 metros de diâmetro e, poucas horas após alcançar o ponto mais próximo do nosso astro, se desintegrou em partículas de poeira devido à ação da radiação solar.

O cometa, que foi nomeado pelo Minor Planet Center como C/2020 X3 (SOHO), é um rasante que é mais um membro da família Kreutz. Trata-se de uma família de cometas que se acredita ter vindo de um maior, que teria se rompido em fragmentos menores durante mil anos conforme orbitava o Sol. Esses cometas são encontrados com mais frequência nas imagens do SOHO — hoje, 4.108 deles já foram identificados nas observações do observatório, e o cometa da vez foi o 3.524º objeto flagrado.

Fonte: Canaltech

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