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Cometa binário extinto é descoberto por pesquisadores do Observatório Nacional

·3 minuto de leitura

Em 2018, o objeto 2017 YE5, um sistema binário formado por objetos gêmeos, passou a apenas 6 milhões de quilômetros da Terra — distância equivalente a cerca de 16 vezes àquela entre nosso planeta e a Lua. Apesar de ter sido descoberto no ano anterior, foi somente em junho de 2018 que os pesquisadores do Observatório Nacional conseguiram detalhes das propriedades físicas e binaridade do objeto e, de acordo com os resultados obtidos, eles estimam que este seja o primeiro núcleo de cometa binário extinto da história, vindo da região dos Objetos Próximos da Terra (“NEO”, na sigla em inglês).

Durante a passagem ocorrida em 2018, os observatórios do Arecibo, Green Bank e Goldstone mostraram que esse visitante era um sistema binário curioso. Ambos mediam cerca de 900 m de diâmetro e orbitavam um ao outro em torno de um centro de massa comum. Sistemas binários com objetos de tamanhos parecidos são raros na região dos NEOs, tanto que o 2017 YE5 é apenas o quarto que conhecemos com essas características atualmente.

Observações de radar do objeto, que mostram os dois componentes em movimento (Imagem: Reprodução/Arecibo/GBO/NSF/NASA/JPL-Caltech)
Observações de radar do objeto, que mostram os dois componentes em movimento (Imagem: Reprodução/Arecibo/GBO/NSF/NASA/JPL-Caltech)

Depois, para conseguir uma caracterização completa do sistema binário, uma equipe de pesquisadores liderados pelo astrônomo Filipe Monteiro, do Observatório Nacional, realizou observações fotométricas do 2017 YE5 com observatórios diversos, como o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica, Observatório Astronómico Nacional de San Pedro Martír e, por fim, no Blue Mountain Observatory, na Austrália. Como resultado, eles conseguiram definir o período orbital do sistema, o período rotacional, índice de cor, quantidade de radiação solar refletida (chamada de "albedo") e o tipo do asteroide.

Os pesquisadores estimam que o sistema tenha período orbital em torno do centro de massa comum de aproximadamente 24 horas, mas que um dos objetos pode girar com período de rotação aproximado de 15 horas. Monteiro explica que, geralmente, sistemas com corpos de tamanho semelhante estão sincronizados, ou seja, o período orbital é igual ao período de rotação dos corpos. “Mas nesse sistema, um deles parece não ter atingido a sincronização ainda; uma das possibilidades é a de que o sistema seja relativamente recente e ainda não conseguiu atingir a sincronização completa”, disse.

Além disso, esse processo de sincronização pode demorar mais em função da composição dos componentes do sistema. Segundo os autores, o 2017 YE5 tem superfície avermelhada, o que é consistente com asteroides considerados um tipo primitivo, com grandes quantidades de material orgânico e volátil. Essas cores também correspondem aos cometas da família de Júpiter, que têm características da superfície parecidas com a desses asteroides primitivos, classificados como “tipo D”. Os autores estimam que o objeto tenha albedo de 3%, correspondente ao de núcleos cometários.

Monteiro diz que, como o objeto tem uma órbita típica dos cometas da família de Júpiter, essas características mostram que o sistema pode, de fato, ser um núcleo planetário, que teria perdido seu material volátil ou que guardou esses compostos em seu interior. Como a sublimação de gelo não foi observada, algo típico dos cometas extintos, ele foi classificado como um “cometa dormente” devido à possibilidade de os compostos estarem sob uma camada rochosa. Descobrir um objeto como esse perto da Terra reforça que pode haver mais cometas extintos e até dormentes em meio aos NEOs, o que pode ajudar a entender como materiais voláteis chegaram aqui.

Assim, como o 2017 YE5 talvez seja um cometa dormente, os pesquisadores o consideram um alvo interessante para estudos sobre os estados finais de cometas, dos processos dinâmicos que movem os asteroides para órbitas planetárias e até para a coleta de amostras dele, que poderiam ajudar na compreensão da história inicial do Sistema Solar, bem como nos estudos da origem da vida em nosso planeta.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

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