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Começa o julgamento do ex-presidente da Audi pelo escândalo "dieselgate"

Ralf ISERMANN con Yann SCHREIBER en Fráncfort
·3 minutos de leitura
O ex-presidente da Audi AG, Rupert Stadler, chega ao tribunal de Munique para o julgamento do "dieselgate"
O ex-presidente da Audi AG, Rupert Stadler, chega ao tribunal de Munique para o julgamento do "dieselgate"

Rupert Stadler, ex-presidente da Audi, filial da Volkswagen, se tornou nesta quarta-feira o primeiro executivo da indústria automotiva da Alemanha a ser julgado por fraude no país, cinco anos depois da explosão do escândalo dos motores a diesel manipulados.

Rupert Stadler, 57 anos, deve responder às acusações de "fraude, emissão de certificados falsos e publicidade enganosa" apresentadas pelo Ministério Público de Munique.

Ele é julgado ao lado de um ex-diretor da Audi e da Porsche Wolfgang Hatz, além de dois engenheiros da marca.

Os réus podem ser condenados a até 10 anos de prisão em um um julgamento que deve prosseguir até dezembro de 2022. 

Este é o primeiro julgamento na Alemanha relacionado com o escândalo, revelado em 2015.

A Volkswagen admitiu que manipulou 11 milhões de veículos com um software que permitia falsificar os resultados das emissões poluentes dos automóveis nos testes de laboratório.

O interesse da imprensa alemã no processo de Stadler é imenso. O julgamento acontece em um dos anexos do tribunal de Munique, no bairro de Satdelheim, mas o número de vagas é limitado pelas restrições vinculadas à pandemia de covid-19. 

A investigação alemã se concentrou rapidamente na Audi, responsável, dentro do grupo Volkswagen, por uma parte da pesquisa e desenvolvimento de motores.

Stadler passou a trabalhar para a Audi em 1990 e foi o presidente do grupo por 11 anos, a partir de 2007. Em 2018, ele passou quatro meses em detenção provisória por suspeita de tentar influenciar testemunhas.

O MP o acusa de ter conhecimento das manipulações no final de setembro de 2015 "no mais tardar" e de não ter impedido a venda de centenas de milhares de veículos equipados com software fraudulento.

Os outros três acusados são suspeitos de trabalhar no desenvolvimento dos motores a diesel equipados com o sistema, que começou a ser instalado em 2009.

As acusações implicam 434.420 veículos da Volkswagen, Audi e Porsche comercializados principalmente na Europa e Estados Unidos.

Stadler e Hatz sempre negaram as acusações, assim como Hatz. O documento de indiciamento da Promotoria tem mais 90 páginas. 

Stadler, no entanto, não será o único executivo a comparecer à justiça.

O ex-presidente do grupo Volkswagen Martin Winterkorn aguarda o julgamento, que ainda não tem data definida, por fraude em grupo organizado, fraude fiscal com agravante e manipulação do preço da cotação na Bolsa.

A Volkswagen superou parcialmente o escândalo com o pagamento de mais de 30 bilhões de euros (35 bilhões de dólares).

A maior parte da quantia foi paga nos Estados Unidos. Na Alemanha, a montadora, que aposta agora no desenvolvimento do veículo elétrico, pagou 750 milhões de euros (880 milhões de dólares) para indenizar 240.000 clientes.

Após uma decisão desfavorável do principal tribunal do país, a empresa tenta negociar acordos amistosos para saldar grande parte das 60.000 demandas restantes. 

O atual presidente do grupo, Herbert Diess, e o presidente do conselho de vigilância, Hans Dieter Pötsch, evitaram o julgamento no ano passado após um acordo com a justiça que exigiu o pagamento de 9 milhões de euros (10,5 milhões de dólares).

Volkswagen e outras marcas do grupo também pagaram multas que alcançaram 2,3 bilhões de euros (2,7 bilhões de dólares) para encerrar algumas investigações. 

Na área cível, o último grande processo que resta é o dos investidores que pedem uma indenização pela queda expressiva sofrida pelas ações após a revelação do escândalo. O julgamento começou em setembro de 2018 e segue em curso.

ys/oaa/jvb-mar/fp