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Combustíveis afastam clientes de apps e táxis recuperam espaço

·2 min de leitura
Taxis parked at Rio de Janeiro's sambadrome are pictured during a protest against direct-driver mobile apps, in Brazil July 27, 2017. REUTERS/Ricardo Moraes     TPX IMAGES OF THE DAY
Disparada nos combustíveis afetam apps e favorecem volta dos passageiros aos táxis. REUTERS/Ricardo Moraes
  • Disparada nos combustíveis afetam apps e favorecem volta dos passageiros aos táxis;

  • Sindicatos de taxistas pelo país percebem alta na procura por táxis;

  • Apps de transporte adotam tarifa dinâmica e motoristas adotam cancelamento de corridas;

A disparada dos preços de combustíveis em 2021, que chega a 44,83% no caso da gasolina e de 39,43% no gás veicular, tem provocado problemas no mercado de transporte particular de passageiros. Motoristas de aplicativos de transporte e taxistas veem a alta corroer seus ganhos. Entre os usuários de plataformas de transporte, crescem as reclamações sobre cancelamentos e demoras no serviço, já que os motoristas começam a escolher corridas para evitar perdas maiores, além de aumento das tarifas, que seguem o movimento de oferta e demanda, de acordo com informações do Valor Econômico.

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De acordo com o jornal, a situação favorece a retomada de passageiros para os táxis, como revelam os próprios taxistas e sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por causa dos problemas nas plataformas de transportes e também pela própria retomada de atividades presenciais. A procura dos passageiros normalmente se dá tanto por corridas de rua, quanto pelas de aplicativos.

Com tarifa dinâmica, motoristas adotam cancelamento de corridas

Os aplicativos de transporte adotam a tarifa dinâmica, que considera a lógica de oferta e demanda. Se há menos veículos disponíveis ou mais passageiros, o preço sobe. Com a alta do combustível, os motoristas tiveram que recorrer à prática de cancelamento de algumas corridas, como admite ao Valor Econômico o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp), Eduardo Lima, para evitar corridas em que ele gasta mais do que recebe. Isso é mais comum no caso daqueles que não têm o kit-gás e recorrem à gasolina ou ao álcool para abastecer o veículo.

Neste ano, até novembro, os preços do transporte por aplicativo subiram 26,01%, segundo a prévia da inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15). Já o preço do táxi permaneceu estável no período porque está sem reajuste há alguns anos nas principais praças, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Pelo IPCA-15, são dois meses seguidos de taxas de dois dígitos na inflação mensal do transporte por aplicativo (11,60% em outubro e 16,23% em novembro).

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