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Combatendo câncer com som: nova técnica é eficaz contra metástases e recidivas

·2 min de leitura

Pesquisadores da University of Michigan desenvolveram um tratamento não-invasivo baseado em tecnologias de som para combater o câncer — resultados positivos já foram observados em tumores no fígado de ratos, que tiveram parte das células da doença destruídas, sendo que o sistema imune reagiu eliminando o restante do tumor e preveniu metástase futura.

O tratamento é chamado de histotripsia e utiliza ondas de ultrassom de alta amplitude, mirando no tumor com precisão milimétrica para destruir tecidos do câncer de forma mecânica. No momento, testes estão sendo feitos nos Estados Unidos e na Europa para determinar se o tratamento terá a mesma eficácia no fígado de seres humanos. O estudo com os resultados da pesquisa foi publicado no periódico científico Cancers.

Parte dos tumores nos roedores foram destruídos com o tratamento, e seus sistemas imunológicos deram conta do resto (Imagem: Divulgação/La Trobe University)
Parte dos tumores nos roedores foram destruídos com o tratamento, e seus sistemas imunológicos deram conta do resto (Imagem: Divulgação/La Trobe University)

Eficácia do ultrassom

Nos testes realizados pelo estudo, os cientistas chegaram a destruir de 50% a 75% do volume de tumores no fígado dos roedores. Com essa taxa, o sistema imune dos ratinhos conseguiu limpar o restante do câncer, sem evidência de recorrência ou metástase em mais de 80% dos animais. Zhen Xu, professor de engenharia biomédica na University of Michigan e autor do estudo, comenta que mesmo se nem todo o tumor for afetado, o tratamento já pode causar uma regressão da doença e reduzir o risco de metástase no futuro.

Em muitos casos clínicos, não é possível direcionar o tratamento em toda a massa do tumor, devido a fatores como tamanho, localização ou estágio da doença. Para investigar o efeito do tratamento sonoro na destruição parcial dos cânceres, o estudo mirou em apenas uma porção de cada massa, deixando parte do tumor para trás. Isso também permitiu avaliar a eficácia do tratamento em condições distantes das ideais.

Os pesquisadores projetaram um transdutor (usado para converter energia de uma natureza para a outra) que emite pulsos de ultrassom em alta amplitude, no comprimento de microssegundos. A cavitação acústica causada pelos pulsos, por sua vez, faz com que microbolhas surjam no tumor, que se expandem e colapsam rapidamente, destruindo o tecido canceroso. O tratamento ainda evita efeitos colaterais como os causados por quimioterapia ou radioterapia.

O tratamento com histotripsia não causa efeitos colaterais como a radioaterapia e quimioterapia (Imagem: EdVal/Envato Elements)
O tratamento com histotripsia não causa efeitos colaterais como a radioaterapia e quimioterapia (Imagem: EdVal/Envato Elements)

O laboratório de Xu vem utilizando histotripsia em pesquisas de combate à doença desde 2001, e, recentemente, também tem conseguido obter resultados promissores no tratamento de câncer no cérebro e imunoterapia. Vale lembrar que, para a obtenção de imagens, os dispositivos de ultrassom tradicionais utilizam pulsos de baixa amplitude.

O câncer de fígado figura na lista das 10 principais causas de mortes relacionadas ao câncer mundialmente, e a alta prevalência de recorrência da doença e metástase fazem com que os médicos busquem tratamentos cada vez melhores para a condição, como o desenvolvido pela University of Michigan.

Fonte: Canaltech

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