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Com a volta à quase normalidade no Rio, donos de bares e restaurantes estimam contratações

·4 min de leitura

Aos poucos as atividades na cidade vão voltando à normalidade após o que parecia um século de pandemia de coronavírus, mas na realidade são 19 meses. O setor de bares e restaurantes, um dos mais impactados negativamente pela pandemia – passou por fechamento, dispensa de funcionários, reorganização de atendimento para manter o funcionamento, horário de atendimento reduzido, entre outras mudanças – agora foi autorizado a funcionar quase normalmente. O Extra conversou com donos de estabelecimentos e dá a boa nova: a expectativa com o normal (de verdade) é de que contratações sejam feitas nos próximos meses.

Dono do bar Os Ximenes, que fica na esquina das ruas Riachuelo com Sílvio Romero, na Lapa, Beto Ximenes, de 40 anos de idade, conta ao Extra que durante o perícodo crítico da pandemia de coronavírus manteve o quadro de funcionários, mas agora, com a retomada das atividades, pretende contratar.

– Procuramos manter toda a equipe. Mas futuramente devemos contratar, acredito que para janeiro – diz Ximenes.

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Ele chama atenção para os problemas enfrentados pelo Centro da cidade, principalmente a região da Lapa:

– O Centro ficou abandonado durante todo o período da gestão do Crivella, as empresas que mantinham escritórios aqui, foram se mudando deixando os comerciantes sem o que fazer. Com a chegada da pandemia , isso ficou ainda evidente – avalia.

E mesmo com a nova gestão da cidade, Beto Ximenes apela ao prefeito Eduardo Paes para que os comerciantes consigam se recuperar e gerar mais empregos:

– Precisamos de incentivos do governo, redução ou até mesmo isenção de IPTU, e uma ação social mais efetiva, o número de moradores de rua aumentou absurdamente, sei que a pandemia também tem sua parcela, mas o abandono do poder público com essa população, fez com que a imagem da região central ficasse ainda pior.

De olho no bolso:

Enquanto uns fecharam as portas, Raphael Vidal, dono da Casa Porto, decidiu abrir o Bafo da Prainha, bar e restaurante ao ar livre, localizado no Largo de São Francisco da Prainha, Centro do Rio. A ideia surgiu para tentar compensar o prejuízo da Casa Porto, já que o local precisou diminuir a quantidade de mesas e restringir o atendimento devido aos protocolos sanitários.

— Foi um período de muita incerteza e malabarismos. Tivemos que usar a criatividade para driblar as questões financeiras. Nosso delivery independente foi um movimento importante pra ainda estarmos de pé — afirmou Vidal que, ainda neste período, não demitiu nenhum funcionário e aumentou do número de funcionários, sobretudo pela reabertura dos bares e restaurantes, mesmo que aos poucos:

— Agora com menor distanciamento temos como ter esperança de recuperar as contas. Mas sabemos que isso será a longo prazo. Nós não demitimos ninguém durante a pandemia e contratamos mais pessoas pra operar o delivery. Tínhamos 23 funcionários só na Casa Porto e agora temos 57 em todas as casas. Mas vamos manter os protocolos de máscaras e álcool em gel, além do distanciamento social.

Turbinado:


Um dos sócios do Boteco Boa Praça, Flávio Sarahyba, contou que durante a pandemia as duas unidades do bar no Rio mantiveram os protocolos sanitários, apesar de muito procurado pelo público. Agora, o bar terá uma terceira unidade, localizado na Barra da Tijuca, e pretende manter os cuidados, sobretudo com a retomada total de funcionamento desse setor.

— A gente está se planejando, pois aprendemos muito com a crise. E estamos surfando nesse momento de retomada, que vem muito com um efeito sanfona. Mas a gente percebe que tem uma onda de otimismo dentro desse setor, pelo menos pra quem se sustentou de pé — afirmou.

Sarahyba também acredita que, além de uma procura maior de clientes com a reabertura total, os bares e restaurantes vão apostar em um formato mais aberto e ventilado, já que alguns, durante a pandemia, mudaram suas estruturas e se adaptaram.

— O Boa Praça ficou muito grande no Rio de Janeiro e sempre fomos um ponto de atenção pelas nossas localizações. Percebo que de fato, esse conceito do espaço ao ar livre, acabou sendo uma boa opção é veio para ficar. Nossos bares, inclusive, já são assim. E enxergamos como futuro dessa indústria. E como estamos passando por esse período de pandemia, os próprios clientes vão buscar ambientes assim, mesmo quando tudo normalizar — ressaltou.

Procurado, o SindRio, que representa bares e restaurantes da cidade, não retornou os contatos da reportagem.

Desde o dia 21 de setembro, o Rio de Janeiro está quase de volta à "normalidade". O prefeito Eduardo Paes publicou decreto Diário Oficial ampliando a atuação de bares e restaurantes, além de liberar eventos para até 500 pessoas. Dessa forma, nos bares e restaurantes, os clientes poderão ser servidos nas áreas interna e externa, mesmo que estejam de pé nas calçadas.

Em relação às medidas no saguão, recomenda-se que ainda seja mantido o distanciamento mínimo entre mesas e cadeiras. Do lado de fora, a única exigência é de que não ocorram aglomerações nos acessos aos estabelecimentos.

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