Mercado abrirá em 5 h 41 min
  • BOVESPA

    119.297,13
    +485,13 (+0,41%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.503,71
    +151,51 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    60,98
    +0,80 (+1,33%)
     
  • OURO

    1.746,10
    -1,50 (-0,09%)
     
  • BTC-USD

    64.671,96
    +3.796,36 (+6,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.397,43
    +103,44 (+7,99%)
     
  • S&P500

    4.141,59
    +13,60 (+0,33%)
     
  • DOW JONES

    33.677,27
    -68,13 (-0,20%)
     
  • FTSE

    6.892,41
    +1,92 (+0,03%)
     
  • HANG SENG

    28.835,79
    +338,54 (+1,19%)
     
  • NIKKEI

    29.620,99
    +82,29 (+0,28%)
     
  • NASDAQ

    13.975,25
    -0,50 (-0,00%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8422
    +0,0110 (+0,16%)
     

Com UTI cheia, PE usa escala de pontos de pacientes com Covid para definir prioridade em atendimento

JOÃO VALADARES
·3 minuto de leitura

RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Com média de espera de 12 horas para internar um paciente com sintomas da Covid-19 em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), Pernambuco passou a usar neste mês uma calculadora que auxilia médicos a escolher quem deve ser atendido prioritariamente. O EUP-UTI (Escore Unificado para Priorização) havia sido elaborado e recomendado pelo Cremepe (Conselho de Medicina de Pernambuco) em abril do ano passado. No entanto, só após debates entre a classe médica e as autoridades de saúde o sistema foi implementado. Na prática, a partir de informações técnicas sobre a vitalidade, a presença de comorbidades e a fragilidade dos doentes, deve ser escolhido para acessar prioritariamente o leito aquele que tem mais chance de sobreviver. Nesta quarta-feira (7), a taxa de ocupação de leitos para pacientes com sintomas da Covid-19 em Pernambuco era de 97%. Havia 101 doentes graves esperando na fila para acessar um leito de UTI. Nesta quinta-feira (8), foram confirmados no estado 82 novos óbitos em decorrência da doença. O médico solicitante, que recebe o paciente e informa a necessidade de tratamento intensivo, preenche os dados numa calculadora virtual com um sistema de pontuação. Com base neste cálculo, o nome do paciente sobe ou desce na fila da central de regulação de leitos. A escala de pontuação não leva em conta a faixa etária dos doentes. Quanto menor a pontuação, mais chance o paciente tem de sobreviver. A calculadora recomendada pelo Cremepe faz a junção de escores clínicos já utilizados mundialmente. A secretária-executiva de Regulação de Pernambuco, Ricarda Samara, diz que o sistema garante maior segurança na decisão médica. "Imagine que há dois pacientes e temos que escolher quem vai para o respirador. Se eu fizesse a escolha pelo meu juízo, iria passar o resto da vida pensando sobre isso. O profissional fica acobertado porque não precisa fazer uma escolha pessoal", explica. Ela diz que havia a ideia de que, se for jovem, o paciente passaria automaticamente na frente de um idoso. "Estávamos condenando os idosos à morte. O escore dele pode ser bom. Poderíamos fazer uma avaliação errada", ressalta. Na escala, há quatro escores de pontuação --presença de comorbidades, fragilidade do paciente, capacidade de resposta do indivíduo para a doença e análise do funcionamento de órgãos vitais. A escala vai de zero a quatro; a pontuação máxima é de 12. Dois dos escores se unem na pontuação (comorbidades e fragilidade). A pontuação máxima indica que o paciente está em uma situação irreversível. "A nossa escala é para priorização das vagas. Importante que se diga que nenhum paciente será abandonado. Todos continuam recebendo cuidados médicos", destacou o presidente do Cremepe, Maurício Matos. A calculadora está disponível no site do Cremepe. "A ferramenta é completamente pública. Qualquer estado pode utilizar", informou Matos. No dia 30 de março, a Secretaria de Saúde de Pernambuco encaminhou ofício com a recomendação do Cremepe a todas unidades de saúde da rede pública. "Esses ajustes visam a melhoria do processo de regulação e a organização da lista de espera de pacientes por leitos de UTI com base em critérios técnicos", diz o documento.