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Com resultado do PIB, dólar cai abaixo de R$ 4,20 e puxa juros futuros

Victor Rezende

Investidores avaliam desempenho da economia no terceiro trimestre e revisões dos resultados anteriores da atividade econômica O dólar comercial opera em queda nesta terça-feira, abaixo da marca de R$ 4,20, e puxa para baixo os juros futuros em reação aos números acima do esperado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre de 2019.

Por volta de 10 horas, o dólar comercial cedia 0,33%, cotado a R$ 4,1993. No mesmo horário, a taxa do DI para janeiro de 2021 passava de 4,75% no ajuste anterior para 4,73%; a do DI para janeiro de 2022 caía de 5,44% para 5,40%; e a do contrato para janeiro de 2023 cedia de 5,96% para 5,90%. No caso do DI para janeiro de 2025, a taxa recuava de 6,57% para 6,49%.

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De acordo com o IBGE, o PIB brasileiro exibiu um crescimento de 0,6% no terceiro trimestre, em relação aos três meses imediatamente anteriores, acima dos 0,4% esperados por analistas do mercado. Além disso, o instituto revelou revisões para cima no PIB de 2018 (de +1,1% para +1,3%) e nos resultados do primeiro trimestre (de -0,1% para estabilidade) e do segundo trimestre (de +0,4% para +0,5%).

“No geral, é um relatório sólido e as revisões em alta refletem melhor o desempenho recente da economia, minando o cenário de novos cortes nas taxas de juros no primeiro trimestre”, afirma Andres Abadia, economista sênior da Pantheon Macroeconomics.

Para ele, os principais indicadores sugerem que a demanda doméstica terá um desempenho ainda melhor no quarto trimestre e no início de 2020, “ajudada por inflação e taxas de juros baixas, bem como pela melhora gradual no mercado de trabalho”.

Apesar disso, Abadia advoga que o cenário de juros baixos deve perdurar por mais tempo, dado que o ambiente global deve continuar desafiador, o que evitaria uma forte alta das taxas para níveis acima de dois dígitos, por exemplo.

“A liberação dos recursos do FGTS e melhores condições de crédito também ajudarão a impulsionar o consumo. A recuperação, no entanto, será limitada pelo ambiente global cada vez mais desafiador”, afirma.