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Com relação estremecida, Mourão mostra apoio a Bolsonaro: “Não há motivação para impeachment”

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
BRASILIA, BRAZIL - OCTOBER 28: Brazilian Vice President Hamilton Mourão and Jair Bolsonaro, President of Brazil, attend the Civil Servant Day Ceremony amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on October 28, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.439,000 confirmed positive cases of Coronavirus and more than 157,000 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro tem trocado farpas ao longo das últimas semanas (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Após uma semana tensa entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Hamilton Mourão (PRTB), o vice começou a semana manifestando apoio ao presidente da República. Nas redes sociais, Mourão declarou que não há motivo para impeachment de Bolsonaro.

“Como vice-presidente, afirmo que não há nenhuma motivação para a aceitação de pedido de impeachment do nosso presidente, Jair Bolsonaro”, escreveu. Mourão ainda elogiou a atuação de Bolsonaro durante a pandemia.

“Tem trabalhado incansavelmente para superar os desafios que o século XXI impõe ao Brasil”, declarou Mourão.

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A declaração de Mourão foi feita após ameaça de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, de abrir um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro. As eleições no Congresso acontecem nesta segunda-feira, 1º, e Maia deixará o posto.

Na última semana, as relações entre Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão ficarão estremecidas após a divulgação de uma conversa de um assessor do vice-presidente. Mourão exonerou o funcionário, mas o relacionamento com o presidente ficou ainda pior.

Ainda na semana passada, Mourão mencionou a exoneração de Ernesto Araújo, o que também gerou reações negativas de Bolsonaro. O presidente chamou o vice de “palpiteiro” e alfinetou: “O que nós menos precisamos é de palpiteiros no tocante à formação do meu ministério. Deixo bem claro que todos os 23 ministros sou eu que escolho e mais ninguém. Ponto final. Se alguém quiser escolher ministro, se candidate em 2022 e boa sorte em 2”.