Mercado abrirá em 5 h 19 min
  • BOVESPA

    119.297,13
    +485,13 (+0,41%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.503,71
    +151,51 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    60,86
    +0,68 (+1,13%)
     
  • OURO

    1.745,20
    -2,40 (-0,14%)
     
  • BTC-USD

    64.484,72
    +3.814,41 (+6,29%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.393,70
    +99,71 (+7,71%)
     
  • S&P500

    4.141,59
    +13,60 (+0,33%)
     
  • DOW JONES

    33.677,27
    -68,13 (-0,20%)
     
  • FTSE

    6.892,15
    +1,66 (+0,02%)
     
  • HANG SENG

    28.867,04
    +369,79 (+1,30%)
     
  • NIKKEI

    29.620,99
    +82,29 (+0,28%)
     
  • NASDAQ

    13.984,00
    +8,25 (+0,06%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8422
    +0,0110 (+0,16%)
     

Com recusa de Ludhmila, Bolsonaro diz a aliados não ter pressa em escolha de novo ministro

GUSTAVO URIBE E RICARDO DELLA COLETTA
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com a recusa da cardiologista Ludhmila Hajjar, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu colocar um freio no processo de sucessão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Em conversas com assessores e aliados nesta segunda-feira (15), o presidente afirmou que pretende se reunir nesta semana com todos os nomes cotados para o posto antes de anunciar uma mudança. Segundo relatos feitos à reportagem, o presidente sinalizou que não tem pressa para fazer uma troca, que quer um nome confiável que não tenha vida curta no cargo e que a escolha pode ficar para o final de semana. Com a decisão de Ludhmila de não assumir o posto, deputados e senadores têm feito uma série de indicações ao presidente, que incluem de médicos a militares. A repercussão da recusa da cardiologista, que concedeu entrevistas à imprensa fazendo críticas à postura do governo, irritou o presidente. A avaliação no Palácio do Planalto foi de que foi um erro convidá-la para a função. Agora, para evitar novos desgastes, a ideia é de que Bolsonaro adote mais cautela nas conversas e que seja feito um pente-fino mais rigoroso nos históricos de posições e declarações dos nomes indicados. A questão chegou a ser tratada, segundo auxiliares palacianos, durante encontro entre Bolsonaro e Pazuello nesta segunda-feira (15). O tema principal da reunião foi os novos acordos para a compra de vacinas, mas a troca foi discutida. O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barras Torres, também teve encontro com Bolsonaro. O nome dele, que chegou a ser cotado para a Saúde no passado, voltou a ser defendido no Palácio do Planalto. O apoio ocorre sobretudo no chamado núcleo ideológico. A avaliação é de que, ao ter adotado uma postura técnica na autorização de vacinas contra o coronavírus, Torres passou uma imagem de independência, o que poderia ser bem visto pela opinião pública. Além de Torres, outros nomes sugeridos ao presidente foram os dos cardiologistas Marcelo Queiroga, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e que também se reuniu nesta segunda-feira (15) com Bolsonaro, e José Ramires, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas e cuja expectativa é de que tenha uma conversa com o presidente nesta terça-feira (16). Nesta segunda-feira (15), também foram sugeridos a Bolsonaro os nomes do diretor de Saúde da Marinha, o contra-almirante Luiz Fróes, que tem o apoio da cúpula militar, e do ex-presidente da AMB (Associação Médica Brasileira) Lincoln Lopes Ferreira, que conta com a simpatia de deputados bolsonaristas. O bloco do centrão também tem tentado emplacar o deputado federal Luiz Antonio Teixeira (PP-RJ), conhecido pelo apelido Dr. Luizinho. Bolsonaro, no entanto, tem afirmado que busca, pelo menos em um primeiro momento, um nome técnico. Apesar de ter abandonado a retórica contra a vacina, o presidente resiste a aderir a um discurso a favor do isolamento social. E segue insistindo que o tratamento precoce, especialmente com a cloroquina, funciona.