Mercado abrirá em 6 h 40 min

Com reabertura, epidemia do coronavírus pode se intensificar no Brasil

Nathan Vieira

Muitos lugares já estão retornando aos poucos às atividades, com direito a reabertura de estabelecimentos e pessoas voltando a circular nas ruas. No entanto, especialistas temem que a pandemia fique ainda mais intensa. Um exemplo disso é a Flórida, nos EUA, que está se preparando para reabrir restaurantes, bares, academias, lojas, parques de diversões e aluguéis de férias: o estado viu um ressurgimento recorde em novos casos da COVID-19, com mais de 1 mil casos por dia na última semana.

Os efeitos da reabertura provavelmente levarão semanas para se tornarem aparentes em termos de novos casos, hospitalizações e mortes. No entanto, Aileen Marty, especialista em doenças infecciosas da Universidade Internacional da Flórida, aponta o seguinte: “Nós vamos continuar a ver aumentos de casos enquanto as pessoas continuarem a não seguir as orientações para evitar a transmissão do vírus”.

Nos EUA, a Flórida não é o único estado que vê essa tendência. Em outros estados, como Califórnia e Texas, também estão ressurgindo novos casos. Por sua vez, a cidade de Nova York entrou oficialmente na primeira de sua reabertura nesta terça (9), com alguns estabelecimentos não essenciais retomando as atividades. Os nova-iorquinos ainda terão que usar máscaras se o distanciamento social não for possível.

E no Brasil, como fica?

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Quanto ao Brasil, com base nas informações compartilhadas pelas secretarias de saúde dos estados nesta quarta-feira (10), são contabilizados 774.416 casos confirmados da COVID-19. A taxa de mortalidade no Brasil é de 18,9 para cada 100 mil habitantes, enquanto a taxa de incidência da infecção respiratória no país é de 367,6 para cada 100 mil pessoas. O país também passa por momentos de reabertura.

A Prefeitura de São Paulo autorizou o funcionamento do comércio de rua a reabrir a partir desta quarta, e a reabertura dos estabelecimentos e serviços provocou aglomerações na capital, principalmente na região central. Ruas e lojas ficaram lotadas em diferentes regiões da cidade, com direito a filas antes mesmo das lojas abrirem. Os metrôs também apresentaram aglomeração.

No caso dos shoppings, a liberação deverá ocorrer na quinta-feira (11). A abertura vai seguir os critérios da fase laranja da flexibilização do Plano São Paulo. Serão 4 horas de funcionamento por dia e capacidade máxima de 20%. No Rio de Janeiro, a questão da reabertura ainda está sendo discutida na justiça.

Fonte: Canaltech