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Com queda de sócios e R$ 4 milhões de prejuízo, Fluminense quer público e espera privilegiar adimplentes

·3 minuto de leitura


O reencontro entre Fluminense e torcida pode estar próximo. Em meio a uma discussão sobre o retorno do público em um momento que nem todos os estados liberaram, o clube se movimenta para, no momento certo, receber novamente os tricolores no Maracanã. Com mais de R$ 4 milhões em prejuízo como mandante até o momento e uma queda constante no sócio-torcedor, o Flu espera que os últimos meses de 2021 sejam melhores.

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Até o momento, de acordo com os borderôs divulgados, o Fluminense soma R$ 4.277.740,27 de prejuízo em jogos em casa. As únicas partidas que não foram contabilizadas são das oitavas e quartas de final da Libertadores, contra Cerro Porteño e Barcelona de Guayaquil, pois não estavam disponíveis. Na divisão entre as competições são R$ 1.443.454,83 no Carioca, R$ 638.193,05 na Copa do Brasil, R$ 1.705.889,18 até o momento no Brasileirão e R$ 490.203,21 na fase de grupos da competição continental.

Veja a tabela do Brasileirão

​Com relação aos sócios, depois do pico em agosto de 2020, os números vem em queda. Até houve ligeiro aumento quando a vaga na Libertadores foi confirmada na temporada passada, mas a tendência tem sido a perda de associados. Em junho do ano passado, quando o contador oficial foi inaugurado, eram cerca de 26.800. Dois meses depois, com a campanha movimentada pela torcida e abraçada pelo Flu, chegou na casa dos 37.400. No entanto, agora, em setembro de 2021, caiu para aproximadamente 29.600.

No próximo dia 28, terça-feira, haverá uma nova reunião para a definição da volta do público. A tendência é que, caso todos os clubes consigam a liberação, a rodada do fim de semana seguinte, iniciada em 2 de outubro, já conte com torcedores. A primeira partida do Flu no Maracanã seria contra o Fortaleza, dia 6, às 21h30. Antes disso, o Tricolor enfrenta apenas o Red Bull Bragantino, em 26 de setembro, no Rio de Janeiro.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o presidente Mário Bittencourt falou sobre assuntos do futebol, temas da parte extra-campo e também sobre o retorno de público ao estádio e o sócio-torcedor. Ele garantiu que nessa volta aqueles torcedores que permaneceram no programa terão prioridade para estar no Maracanã. Neste cenário, além do Fortaleza, a torcida teria jogos contra Atlético-GO, Flamengo, Sport, Palmeiras, América-MG, Internacional e a última rodada com a Chapecoense.

- Quando fizemos a pesquisa sobre o motivo de ser sócio, a maioria diz que é para ir aos jogos. Interrompemos o lançamento e fizemos um trabalho, que começou pela torcida e o clube abraçou. Conseguimos a retenção desses sócios. Mesmo sabendo que não haveria público, 30 mil pessoas se mantiveram. A tendência é que a gente lance daqui há um mês o novo plano, com a abertura do estádio. Nos primeiros jogos vamos privilegiar os sócios que pagaram esse tempo todo. O Fluminense não tem prejuízo quando coloca sua torcida no estádio, vamos privilegiar quem ficou, não vamos nos preocupar com a questão financeira, mas com quem ficou. O protocolo que o Fluminense defende é só de vacinados. o PCR custa muito caro, uma ida a estádio custa R$ 1500, não faz sentido fazer isso com o torcedor. A tendência é que os sócios estejam como convidados do Fluminense - afirmou o presidente.

Vale lembrar que a Prefeitura do Rio de Janeiro aceitou liberar 50% do público nos estádios. De acordo com a publicação no Diário Oficial, apenas pessoas com a vacinação completa podem ir aos jogos, ou seja idosos acima de 60 anos que já tenham tomado a dose de reforço da vacina contra a Covid-19, após 14 dias da aplicação, e pessoas entre 15 e 59 anos, de acordo com o calendário de vacinação (primeira dose, segunda dose ou dose única), e também após duas semanas desde que tenha se vacinado.

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