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Com pressão da inflação, Banco Central sobe taxa básica de juros para 4,25%

·3 minuto de leitura

O Banco Central subiu a taxa básica de juros, a Selic, de 3,5% para 4,25% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) finalizada nesta quarta-feira. O aumento já tinha sido sinalizado e era amplamente esperado pelo mercado financeiro.

A alta de 0,75 pontos percentuais (p.p) é a terceira seguida na Selic, depois de atingir a mínima histórica de 2% no ano passado.

No comunicado desta quarta-feira, o BC sinalizou outra alta de 0,75 p.p na próxima reunião, mas ressalvou que uma piora das expectativas de inflação pode exigir altas maiores.

Ainda no comunicado, o Copom afirmou que deve levar os juros até um patamar considerado neutro. Para os economistas, uma taxa neutra está em torno de 6% a 6,5%. Essa é uma mudança em relação aos comunicados anteriores, quando o Copom afirmava que faria um ajuste parcial de juros. Ou seja, o Copom está sinalizando por uma alta mais intensa de juros nos próximos meses.

"Esse ajuste é necessário para mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação. O Comitê enfatiza, novamente, que não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação", diz o comunicado.

A trajetória de alta registrada neste ano é um reflexo do aumento da preocupação do Banco Central com a inflação. Os preços vêm subindo além das expectativas do início do ano por conta de diferentes choques, como a alta nos preços de commodities e a crise energética.

Em maio, a inflação registrou a maior alta para o mês em 25 anos e bateu 8,06% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta. Para 2021, a meta é de 3,75%, com intervalo de tolerância entre 2,25% e 5,25%.

Diferente dos comunicados anteriores, quando a avaliação do Copom era de que a alta na inflação era temporária, o comunicado divulgado nesta quarta-feira ressalta que a persistência da pressão inflacionária é maior do que a esperada, principalmente sobre os bens industriais.

"Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do Real", aponta o Copom.

A expectativa do mercado é que a inflação caia no restante do ano, mas ainda assim fique acima da meta. De acordo com o relatório Focus, o índice deve finalizar 2021 em 5,82%.

O principal objetivo do Banco Central é atingir essa meta e o instrumento para isso é a taxa Selic. Ao aumentar os juros, o crédito tende a diminuir, assim como o consumo, o que diminui a inflação. No entanto, esse efeito tende a demorar de seis a nove meses para chegar na economia real.

Para o próximo ano, a meta da inflação é de 3,5% ao ano e o mercado já está projetando índices um pouco acima, em 3,8% ao ano. Já para a Selic, a expectativa é que fique em 6,5%.

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