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Com pandemia e dólar alto, brasileiros mandam menos dinheiro para outros países

LARISSA GARCIA
·3 minutos de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com o dólar alto e a renda menor em decorrência da pandemia, as remessas de brasileiros para fora do país seguem em ritmo menor que o observado no ano passado. Em agosto, segundo dados divulgados pelo BC (Banco Central) nesta quarta-feira (23), foram enviados US$ 107,7 milhões a outros países, 24% a menos que no mesmo período de 2019. Em julho, o volume de recursos enviados por meio de transferências pessoais chegou a US$ 119,3 milhões, patamar mais próximo ao observado antes da crise, mas voltou a cair em agosto. Em abril e maio, meses em que a economia foi mais afetada pela pandemia, os montantes enviados caíram abaixo de US$ 100 milhões, para R$ 71,7 milhões e R$ 84,8 milhões respectivamente. "A desvalorização do real impacta diretamente esta conta. Normalmente são estrangeiros que moram aqui e mandam recursos para a sua família lá fora, ou brasileiros que têm familiares em outros países. Se eles recebem em reais e mandam uma quantia fixa por mês, com o dólar mais alto, esse valor fica menor", explicou o chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha. Além disso, o desemprego aumentou e muitos perderam renda durante a crise e o fechamento dos comércios. "O conceito de transferências pessoais é que são pessoas físicas que mandam dinheiro para outras pessoas", esclareceu Rocha. No segundo trimestre do ano, os recursos enviados do Brasil para totalizaram US$ 263 milhões, quase a metade do registrado no primeiro trimestre (US$ 446 milhões). As remessas de brasileiros que moram fora ou estrangeiros que mandam dinheiro ao país, entretanto, aumentaram depois do início da pandemia. Em agosto, foram US$ 317,6 milhões, 15% a mais que no mês anterior e 11% superior ao mesmo período de 2019. "A desvalorização do real também impacta nesse montante. Mesmo que os valores sejam apurados em dólar, dá um incentivo a mais para aqueles que trabalham em outro país mandarem recursos porque vão valer mais aqui", justificou o técnico do BC. Com isso, no mês, as transferências pessoas tiveram, em valor líquido (entradas menos saídas), resultado positivo em US$ 209,9 milhões, o maior desde agosto de 2007. VIAGENS Além da renda menor e do dólar alto, o risco de contágio e as limitações de locomoção durante a pandemia fizeram com que as viagens internacionais permanecem em baixa em agosto. Na comparação o mesmo mês de 2019, houve redução de 79% nos gastos de brasileiros lá fora, com US$ 269 milhões. Na mesma comparação, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil caíram 68%, com US$ 146,3 milhões. Em agosto do ano passado, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil foram de US$ 1,3 bilhão e de brasileiros lá fora foram de US$ 467 milhões. Em relação a julho, no entanto, houve leve melhora. Os brasileiros desembolsaram 4,2% a mais em outros países e os gastos de turistas estrangeiros no Brasil cresceu 0,9%. "Não é surpresa, este foi um dos setores mais impactados pela pandemia, que teve como sua maior consequência restrições na mobilidade", argumentou Rocha. Dados preliminares da autoridade monetária, até a última sexta-feira (18), mostram que os brasileiros gastaram US$ 203 milhões em viagens internacionais, enquanto estrangeiros desembolsaram apenas US$ 95 milhões no país.